quarta-feira, 29 de dezembro de 2010

Receita de Ano Novo - Carlos Drummond de Andrade


ओम शान्ति ओम


Om Shanti Om

2011


Para você ganhar belíssimo Ano Novo
cor de arco-íris, ou da cor da sua paz,

Ano Novo sem comparação com todo o tempo já vivido
(mal vivido talvez ou sem sentido)

Para você ganhar um ano
não apenas pintado de novo, remendado às carreiras,
mas novo nas sementinhas do vir-a-ver,
novo até no coração das coisas menos percebidas
(a começar pelo seu interior)

Novo, espontâneo, que de tão perfeito se nota,
mas com ele se come, se passeia,
se ama, se compreende, se trabalha,

Você não precisa beber champanha ou qualquer outra
birita,

Não precisa expedir nem receber mensagens
(planta ou recebe mensagens? passa telegramas?).

Não precisa fazer lista de boas intenções
para arquivá-las na gaveta.

Não precisa chorar de arrependido
pelas besteiras consumadas

Nem parvamente acreditar
que por decreto da esperança
a partir de janeiro as coisas mudem
e seja tudo claridade, recompensa,
justiça entre os homens e as nações,
liberdade com cheiro e gosto de pão matinal,
direitos respeitados, começando
pelo direito augusto de viver.

Para ganhar um ano-novo que mereça este nome,

Você, meu caro, tem de merecê-lo,
tem de fazê-lo de novo,

Eu sei que não é fácil,
mas tente, experimente, consciente.

É dentro de você que o Ano Novo
cochila e espera desde sempre.

Luz é Amor
Amor é Luz
Mara

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sexta-feira, 24 de dezembro de 2010

O Natal de Enya em Oíche Chiúin – Noite Feliz em língua Celta

Postado por Blog da Nívia


Enya – Oíche Chiúin (Silent Night in gaelic version)

Oíche chiúin, oíche Mhic Dé [Silent night, night of God's son]
Cách ‘na suan dís araon, [Soundly in slumber, the pair together]
Dís is dílse ‘faire le spéis [The pair and love, watching with affection]
Naoín beag gnaoigheal [The small bright beautiful child]
ceananntais caomh [darling little one]

Críost, ‘na chodhladh go séimh [Christ, calmly asleep]
Críost, ‘na chodhladh go séimh [Christ, calmly asleep]

Oíche chiúin, oíche Mhic Dé [Silent night, night of God's son]
Aoirí ar dtús chuala ‘n scéal [Shepherds first heard the tale]
Allelúia aingeal ag glaoch [The angels crying out Alleluia]
Cantain suairc i ngar is i gcéin [Lovely chanting near and far]

Críost an Slánaitheoir Féin [Christ, the saviour himself]
Críost an Slánaitheoir Féin [Christ, the saviour himself]

Oíche chiúin, oíche Mhic Dé, [Silent night, night of God's son]
Cách ‘na suan dís araon, [Soundly in slumber, the pair together]
Dís is dílse ‘faire le spéis [The pair and love, watching with affection]
Naoín beag gnaoigheal [The small bright beautiful child]
ceananntais caomh [darling little one]

Críost, ‘na chodhladh go séimh [Christ, calmly asleep]
Críost, ‘na chodhladh go séimh [Christ, calmly asleep]

Luz é Amor
Amor é Luz
Mara

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quinta-feira, 23 de dezembro de 2010

Mahatma Gandhi - Olho por Olho, e o Mundo acabará Cego

video

Música: Happy Christmas (War is Over), por John Lennon
Composta por: John Lennon e Yoko Ono

Luz é Amor
Amor é Luz
Mara

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domingo, 19 de dezembro de 2010

A Vida é um Sopro - Oscar Niemeyer



Fonte: juniorbrolini

Luz é Amor
Amor é Luz
Mara

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sábado, 18 de dezembro de 2010

Angkor (Camboja) - Um pequeno poema visual

The Ghosts of Siem Reap from Two Story Productions Inc. on Vimeo.


Luz é Amor
Amor é Luz
Mara

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sexta-feira, 3 de dezembro de 2010

Rabindranath Tagore - Mãe Terra


Minha sombria e paciente Mãe Poeira, a riqueza infinita não é Sua!
Você trabalha para suprir a fome de Seus filhos, a comida, entretanto, é pouca.
Sua dádiva de alegria para nós nunca é perfeita.
Você não satisfaz inteiramente as esperanças famintas, mas eu deveria abandoná-la por isso? Sombreada pela dor, Seu sorriso é suave aos meus olhos.
Seu amor insaciável encanta meu coração.
Seu ventre não nos concedeu a imortalidade, mas a vida, pela qual seus olhos estão sempre despertos.
Há tempos, Você trabalha com canção e cor, mas Seu céu está longe de estar pronto; dele, só uma triste indicação.
A neblina de lágrimas cobre Suas belas criações.
Derramarei, Mãe Terra, minhas canções em Sua face delicada e amarei sua poeira pesarosa.

Extraído do livro "O Coração de Deus - Poemas Místicos de Rabindranath Tagore", Ediouro, 2003

Luz é Amor
Amor é Luz
Mara

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Biscoito de terra alimenta famintos no Haiti

Mulheres preparam biscoito de barro no Haiti; terremoto encareceu o preço do produto consumido por miseráveis
Dieta dos miseráveis ainda inclui cães, pássaros e ratos, estes vendidos a R$ 1,71

Por Osmar Freitas Jr., do R7 em Nova York

A realidade no Haiti é uma tijolada. Ao pé da letra: a população do país faminto, há séculos, come terra. Culpa-se a inflação nos preços de alimentos e, por tabela, até a superprodução de biocombustíveis. Cana e soja estão ocupando no mundo os espaços que antes pertenciam ao arroz e ao feijão, diz Jean Ziegler, o relator das Nações Unidas para o Direito à Alimentação.

Mas não há novidades na gastronomia de horrores caribenha. O cardápio é escrito pela miséria absoluta do Haiti, que já era a nação mais pobre das Américas muito antes do devastador terremoto de 12 de janeiro e da epidemia de cólera que se abate agora sobre o país.

No Haiti, a argila amarela da cidade central de Hinche faz parte do menu diário. A situação da desnutrição atingiu níveis alarmantes nos últimos meses, quando os preços dos gêneros alimentícios aumentaram 80%. Só recentemente, porém, o público internacional notou as bolachas de terra vendidas nos mercados do país.

Há anos, quem anda pelo terreiro aos pés do Fort Dimanche - a antiga prisão juvenil e atual favela - encontra o mercado e a fábrica das bolachas de terra. Mulheres agachadas na rua estendem discos de argamassa em grandes placas de zinco.

A receita desse biscoito grosso para as massas é simples: argila, água e sal. Forma-se uma pasta amarela, moldada em pequenos círculos. O cozimento fica por conta do sol infernal: em pouco mais de uma hora, o produto final está pronto para a venda.

No ano de 1994, durante a invasão militar americana que restaurou ao poder o presidente exilado Jean-Bertrand Aristide, a bolacha custava pouco mais de R$ 0,03. Naquela época, só os cães e ratos estavam gordos: devoravam os cadáveres das pessoas mortas pelas gangues defensoras da junta militar que comandou o país.

Em dezembro passado, o quitute de barro subiu para R$ 0,06, aproximadamente. Hoje a unidade está R$ 0,08, graças em parte ao terremoto de janeiro, segundo disse ao R7 a assistente social da ONU (Organização das Nações Unidas) Marie Mendel.

- Aumentou o preço da terra. Um latão está custando US$ 1,50 [R$ 2,57].

Biscoito é mais barato do que o arroz

Comparado com os preços de outros alimentos - dois copos de arroz a R$ 1,37, por exemplo -, o biscoito de terra é barato. Segundo Marrie, “carne, nem pensar”.

- As poucas chances de se comer carne vinham das capturas de cães e pássaros. Mas até eles estão sumidos. Os ratos proliferam, mas são mais difíceis de agarrar. E um rato adulto chega a US$ 1 [R$ 1,71].

Durante a invasão americana de 1994, alguns repórteres que cobriam as ações participaram de uma sessão de degustação do biscoito de barro. Concordaram com um jornalista americano que, com humor negro, deu o veredicto.

- Tem um gosto de terra, com pitadas de gordura.

Menino haitiano mostra a língua após consumir biscoito de terra (Foto: Adriana Cubillos/AP)
Notava-se também a secura imediata de toda a umidade da boca, deixando quem comesse esse quitute desesperadamente sedento. Os goles d’água que ajudam a empurrar a comida reconstituem a consistência original da argamassa. O resultado é um bocado de lama no estômago.

Luz é Amor
Amor é Luz
Mara

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terça-feira, 2 de novembro de 2010

O que é meditação?


A meditação é um encontro, uma atividade do mais íntimo do ser humano.

É um encontro e confronto com as nossas energias mais elevadas que circulam e circundam nossos corpos.

Quando meditamos encontramos com o nosso eu multidimensional.

O nosso eu multidimensional não está plenamente integrado, pois nos falta a conexão da percepção da transmissão, ou seja, a via de acesso a ele. A meditação restabelece esta conexão com nosso eu multidimensional.

A meditação é a união mais elevada entre a alma e Deus. Difere de orar, pois esta ação é realizada mecanicamente, enquanto que na meditação há um esforço, uma vontade e uma disposição mais consciente.

A alma é a unidade de pura consciência. No ser humano a alma é a parte consciente, o corpo e a mente são por si só inconscientes. A consciência deles deriva da alma.

O corpo e a mente são dois instrumentos que a alma usa para experiênciar o universo. Através do corpo e de seus órgãos sensoriais, a alma experiência o universo físico.

Através da mente e de suas faculdades, a alma experiência o universo astral e causal.

Ao criarmos conscientemente pensamentos sobre a natureza verdadeira do ser individual e do Ser Supremo, há uma volta para a plenitude desta relação.

A meditação tem como principal objetivo, a conquista de um controle sobre a mente, que acontece por meio de uma prática constante. Esta conexão com o Ser Supremo (energias cósmicas) estabiliza os pensamentos e faz com que absorvamos a energia espiritual ilimitada que emana de Deus.

Quando esvaziamos a nossa mente, o corpo e o coração se juntam a ela mergulhando no mais profundo de nós mesmos, ou seja, onde Deus habita e se deixa encontrar.

É como saborear a presença silenciosa da pessoa amada.

A meditação é a mais antiga e o mais humilde encontro com Deus.

MEDITAÇÃO + SENTIR = QUERER

A meditação só será feliz si concentrarmos nossos esforços na vontade e no querer (anseio). Estas são as palavras de ordem para todos os dias no início do processo da meditação, pois a meditação é o remédio para os estados mentais onde exista a preguiça, a tristeza, o desânimo e falta de fé (confiança).

Movidos desta verdade, temos que sistematicamente ou disciplinadamente acalmar a mente (a mente primitiva), só então perceberemos um paraíso há muito tempo esquecido e que teimamos em não acreditar. É como o sono que nos repõe todas as energias gastas durante o dia, só que na meditação fazemos uma reposição consciente, pois isto na verdade, é o que interessa, pois é a nossa pura consciência que encontramos finalmente; e é o que nos interessa conhecer nesta experiência.

Você diante de você mesmo!

Estas experiências nos fazem sentir que existe um caminho verdadeiro de volta, e que se não é consciente nos amedrontará no caminho de retorno, pois normalmente temos medo da morte ou da passagem da morte ou da simples passagem e mudança de plano.

Este é o grande desafio: saber como nos comportaremos diante da tão temida morte.

Sem o exercício da meditação, jamais saberemos lidar com o medo, ter controle sobre ele, ter domínio sobre tudo o que é ilusório e tudo o que nos espera durante o trajeto de retorno.

Quando meditamos profundamente conscientes da verdade sem o Ego, sem os apegos, sem os interesses mundanos. A experiência será iluminada, ou seja, teremos consciência de que somos UNO. A própria Sabedoria!

É neste momento que as nossas vestes brilharão e munidos dessa bem-aventurança conquistaremos a transcendência de todas as coisas: a Paz Profunda!

A meditação tem como objetivo adquirir uma atenção unidirecionada para desfazer-se dos apegos sensórios e para obter a felicidade que provém da base de todos os objetos dos sentidos.

Se desejarmos mudar as nossas vidas e transformar o nosso intelecto, a meditação é a melhor disciplina espiritual de transformação disciplinando a mente instável e que sempre foge em todas as direções.

Ao caminharmos com determinação na direção da meditação, aprenderemos a dominar a mente, os pensamentos e os desejos conflitantes que as infestam.

E qual a razão para e o porquê de dominá-las?

Porque em qualquer situação de nossas vidas (presente ou futura) como a dor de uma grande perda de um ente querido, como nas horas de angústia e desespero, nossas mentes são dominadas por pensamentos e posteriormente sentimentos de extrema negatividade que poderão ser abrandados.

Só conseguiremos atravessar um mar agitado com cuidado se mantivermos o leme firme, com mãos seguras e sem sentimentos de angústia e desespero.

As pessoas devem caminhar com determinação e atenção concentrada usando todos os seus esforços para alcançar o objetivo e a realização do empreendimento que impusermos a nós mesmos.

Com uma atenção unidirecional, somos capazes de manter a mente em perfeito equilíbrio e capazes de resolver quaisquer conflitos, pois assim tranqüilos colocamos o nosso intelecto favorável e disposto para comandarmos a mente.

Quando os nossos pensamentos forem dominados, alimentaremos somente pensamentos bons e positivos, e esta será uma atração também positiva para que possamos ter mais alegrias e bem-aventurança.

Não importa o quanto se gastou para rezar ou meditar, nem o número de anos que se esteve empenhado nessa prática, nem as regras e regulamentos que se seguiu, nem mesmo o número de vezes que se rezou. As principais considerações são:

Com que mente se rezou com que grau de paciência esperou-se pelo resultado e com que concentração unificada e unifocada foi almejada, sem esmorecimento e com constante atenção em si próprio.

Quando deixamos os nossos corpos e nossos pensamentos para trás, acontece a entrega, que por si só já é confiança, e quando temos confiança (fé) nos unimos ao Atma, então reconhecemos afinal a paz, um êxtase de felicidade!

A MEDITAÇÃO E O ENCONTRO COM A NATUREZA

A meditação é uma paz e um descanso para a alma e para o corpo. Ambos se beneficiam das energias captadas durante o exercício, pois os nossos pensamentos aliados aos nossos sentimentos capturam energias que normalmente não conseguimos fazer em estado de alerta.

O nosso cérebro em conjunto com a nossa visão não nos deixa perceber no dia a dia o mundo natural, ou o mundo do Divino ou mundo da natureza, que é uma energia radiante e colorida.

Todo este contexto da natureza mais elevada de Deus deixou de ser apreciada, e esta apreciação, ou observação ou contemplação (como eu costumeiramente gosto de falar) fica muito desfocada e longe da nossa intimidade do dia a dia, pois perdemos a consciência e a conexão com a natureza e nos tornamos materialistas demais, daí o porquê de nos sentirmos sempre vazios e desconectados.

A nossa natureza de alegria já não é a mesma, e para recuperá-la temos que voltar um pouquinho no tempo e lembrarmos a nossa infância, que foi um período de muita alegria e simplicidade.

Porém, temos o péssimo hábito de acharmos que esta alegria ficou para trás. Estamos redondamente enganados! A alegria faz parte da nossa personalidade.

Se os homens conhecessem o caminho para a alegria e a paz permanente, eles não vagariam pelas alamedas da distração e dos prazeres mundanos ou o mundo das ilusões (maya).

Se alimentarmos a nossa percepção, então, sentiremos a paz e a plenitude. Sentimentos de co-participação neste universo tão imenso e rico que é o nosso planeta Terra.

Sentiremos-nos mais unidos e conseqüentemente mais ligados ao Pai e mais conscientes da divindade latente em tudo e em todos, pois quando estamos seguros da nossa Divindade, certamente reconheceremos a divindade no próximo. E sem paz e alegria não perceberemos a ação do amor. O amor não age com interesse (ego) ou egoísmo, o amor é contribuição!

Portanto, para a tarefa de meditar, é preciso um coração puro com uma mente pura, pois são forças poderosas que trazem à tona grandes reservas de energia e de sabedoria.

Tenham, portanto fé e aumentem seus cálices para colher mais energias no oceano do Divino.

Como nos ensina o grande Avatar:
“Comecem o dia com Amor; Viva o dia com Amor; Preencha o dia com Amor; Termine o dia com Amor. Esse é o caminho para Deus”!

BUDISMO E A MEDITAÇÃO

O Buda foi uma dos maiores mestres que a humanidade já conheceu.

A Terra foi seu lar e o palco de suas lições.

Uma das primeiras e principais lições que podemos aprender com o Budismo é o domínio da mente e do espírito, pois não podemos escapar dos altos e baixos da vida. Essa é a Lei (Karma). Então, o homem deve aceitar e reconhecer que os altos e baixos da vida existem para todos e que faz parte do grande Karma de toda humanidade.

Se aceitarmos estes altos e baixos como experiências para o nosso crescimento, então daremos o primeiro passo em direção à felicidade.

Não devemos nos desesperar ou nos preocupar em excesso com os movimentos flutuantes de nossas vidas, pois de um jeito ou de outro teremos que atravessar estas turbulências; então, que seja com mais segurança, tranqüilidade e credibilidade e com a certeza de que não podemos voltar atrás, pois o caminho está à nossa frente e isto é um fato.

Então, se aceitarmos com disposição e um temperamento mais tranqüilo as dificuldades passarão suaves e mais rapidamente, sendo que até a nossa noção de tempo mudará em relação às atitudes tomadas.

Portanto, a concentração é fundamental em todas as circunstâncias. Um pensamento firme e sólido fará a confiança desabrochar.

Tanto a confiança como a fé são uma grande força motriz de atração.

Então, logo o que precisamos é acreditar que somos seres capazes e que faremos a coisa certa na hora certa.

A meditação possibilita uma concentração e um poder maior quando a mente encontra-se em estado de perturbação. Assim, através da disciplina, conseguiremos a concentração, e através da concentração dominaremos a mente, e como resultado obteremos uma organização de pensamentos e uma seleção de nossas metas.

E é neste momento que a meditação nos eleva, purifica e nos conecta, pois ela nos propicia uma abertura e uma recepção de energias. Portanto, deveríamos sempre meditar antes e depois de qualquer estudo ou leitura, pois assim ficaremos mais abertos e receptivos e perceberemos uma maior sedimentação das informações até nós. Como um cálice.

Para elevarmos nosso nível de consciência espiritual irá depender do tamanho do cálice que levaremos ao oceano, pois ele vasto e ilimitado.

Todos nós estamos no mesmo caminho ao encontro de Deus, mas algumas pessoas possuem mais consciência desta viagem do que outras. Alguns vagam em numa corrente preguiçosa, enquanto outros se lançam ao seu destino como que guiados por uma bússola.

Portanto, a meditação nos eleva a uma consciência maior. É um esforço, um trabalho, um exercício, uma coragem, uma fé e uma prece.

A mais poderosa de todas elas!

DICAS PARA MEDITAR:

Podemos começar a meditação com o ato da contemplação!

A contemplação é utilizada por várias religiões e muitos são os seus significados.

A contemplação é também uma forma de reconhecimento e agradecimentos; uma identificação de que somos co-participantes de toda a Natureza.

Podemos contemplar uma flor, uma cachoeira, uma árvore, uma vela como símbolo do fogo, ou até mesmo uma foto ou quadro da natureza.

Todos estes artefatos nos farão de alguma forma relaxar e nos conduzir a uma tranqüilidade de que necessitamos de início.

Deixe os pensamentos acalmarem na medida em que você avança no relaxamento da mente.

A postura de sentar-se em uma cadeira ou uma almofada deve seguir com a coluna sempre ereta e a respiração profunda no início até que ela fique leve e tranqüila.

A postura física deve ser adotada, pois existe uma relação íntima e mútua entre as atitudes do corpo, da mente e dos sentimentos, pois os sentimentos sempre serão evidentes em qualquer atitude do corpo. Se aprendermos a dominar o corpo, a mente será dominada, bem como uma mente dominada, dominará completamente o corpo; músculo por músculo, célula por célula, até que aprendamos a dominar a dor, os pensamentos e manter todo o equilíbrio de todos os sistemas.

Assim sendo, as posturas na meditação devem seguir algumas regras básicas para conduzir à disciplina.

A disciplina nos leva a uma prática diária de experiências múltiplas, uma realização, por que nos ajuda a expulsar os envoltórios da ignorância, camada após camada num processo contínuo, removendo angústias, medos, mágoas, dores e distorções de nossas mentes.

Renunciamos gradativamente a qualquer sentimento guardado, removendo couraças que nos mantém aprisionados. A alegria será restaurada, o corpo ficará mais leve e mais pleno, pois a vida deve ser conduzida com entusiasmo e alegria para que possa aflorar nossa criatividade, amor e compaixão.

Portanto. é necessário treinar a mente para que ela seja:

Sempre estável e agradável!

“Nenhum homem pode purificar o mundo inteiro, mas cada um pode purificar a si mesmo, e a partir de uma Ação conjunta, pacificaremos o mundo!" (Gandhi)

Luz é Amor
Amor é Luz
Mara

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Fotos de Abadiânia (GO)

Estas fotos me foram enviadas pela amiga Noely; e mostram a noite deste divino local de cura no interior do Brasil.





Luz é Amor
Amor é Luz
Mara

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segunda-feira, 1 de novembro de 2010

Parabéns Presidenta Dima Rousseff

Foto: Nacho Doce/ Reuters

Que o seu espírito pugna pelos bons costumes e pela fraternidade e tolerância; respeitando todavia, a liberdade de consciência dos brasileiros a qual não admite imposição de dogmas.

As boas obras, a vida regrada, o procedimento correto e as palavras verdadeiras foi o que pontuou a longa e vitoriosa jornada da sua vida.

O mundo está submerso na escuridão (imperceptível nos seus detalhes da verdade única e universal); por tanto, terá de ser descoberto pelo raciocínio daqueles que já trazem a verdade dentro de si: O Povo.

Sua verdade é universal e obrigação fundamental para cumprir seu símbolo e mandato:
"Liberdade * Igualdade * Fraternidade".

Bravo! Assim diria o meu Pai.

Luz é Amor
Amor é Luz
Mara

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quarta-feira, 27 de outubro de 2010

Aos 102 anos, a lucidez de Niemeyer

Publicado por Tijolaço
Reproduzo, para que todos possam ler, o artigo de Oscar Niemeyer, na Folha de S. Paulo de hoje. A coerência de um grande brasileiro desafia os anos, as décadas, o século.

O artigo:
“Temos que ter cuidado é para eleger uma pessoa que tenha compromissos de manter o que foi conquistado e aprimorar o que precisa ser aprimorado. Ou seja, fazer o dobro do que nós fizemos.” (De entrevista concedida pelo presidente Lula a Fernando Morais, publicada pela revista “Nosso Caminho”, em novembro de 2008).

O importante para nós da esquerda não é, propriamente falando, este momento da disputa entre Dilma Rousseff e José Serra, embora de seu resultado dependa a continuação das políticas de Lula, que tanto vêm engrandecendo o país e assegurando uma vida mais digna ao povo brasileiro.

Assusta-nos imaginar o que aconteceria no caso de uma vitória de Serra. Seria a repetição do que ocorreu no Brasil anteriormente à Presidência de Lula: o governo afastado do povo, alheio ao que se passa na América Latina, indiferente à ameaça que o imperialismo dos EUA representava para os países do nosso continente.

Seria o avançar do processo de privatização de grandes empresas nacionais e de empreendimentos de valor estratégico para este país. Tudo isso é tão claro aos olhos da maioria dos cidadãos brasileiros que, confiantes, vêm apoiando, sem recuos, a candidatura Dilma.

Não sou especialista em ciência política para entrar em detalhes sobre o assunto; a imprensa disso se ocupa o tempo todo.

Na minha posição, de homem de esquerda, o que interessa não é analisar exaustivamente os programas de governo que cada um dos candidatos apresenta, mas defender a permanência das diretrizes fixadas pela gestão de Lula, tão autêntico e patriótico que surpreende o mundo inteiro.

Eis o que vocês da Folha me pedem que escreva e que eu, modestamente, procurei atender".

Oscar Niemeyer

Luz é Amor
Amor é Luz
Mara

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terça-feira, 26 de outubro de 2010

Encontro histórico de artistas e intelectuais em favor de Dilma Rousseff

Emocionande encontro realizado em 18 de Outubro de 2010 que vale a pena ser registrado em prol de uma candidatura progressista voltada para questões sociais e para um Brasil grande e promissor.



Discurso de Dilma Rousseff durante o encontro histórico.



Luz é Amor
Amor é Luz
Mara

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O que é a democracia

Postado por Maria Frô
Um dos melhores vídeos para refletirmos o que é democracia, especialmente durante uma campanha de extrema-direita promovida pelos retrógrados que fazem de tudo para manchar a nossa democracia:



Luz é Amor
Amor é Luz
Mara

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Os segredos internacionais por trás da “Revolução do Ódio” no Brasil



Publicado por Pravda.ru
Autor: Jussara Seixas
Mauro Carrara
Esse sistema é preferencialmente utilizado para disseminar peças de calúnia e difamação contra Dilma Rousseff, Luiz Inácio Lula da Silva e qualquer figura pública que ouse tomar partido do projeto da esquerda no Brasil. Funcionando também nas redes sociais, essa é uma das principais frentes da “Revolução do Ódio” em curso no país.

Até o primeiro turno da eleição presidencial, havia mais de 650 militantes, quase todos bem remunerados, para difundir material venenoso contra o governo federal. Neste segundo turno, essa super tropa de terrorismo virtual, recrutada por Eduardo Graeff, conta com mais de 1.000 militantes.

Esse, no entanto, é apenas um braço do movimento de golpismo midiático financiado por entidades ultra-conservadoras, sobretudo norte-americanas, empenhadas em desestabilizar movimentos de esquerda pelo mundo e assumir o controle das fontes de riqueza nos países emergentes.

O enigma das “revoluções coloridas”

Há 15 anos, a Internet vem sendo utilizada como ferramenta de sabotagem por esses grupos. Dentre eles, destacam-se o poderoso National Endowment for Democracy (NED), a United States Agency for International Development (USAID) e inúmeras entidades parceiras, como a Fundação Soros.

O NED, por exemplo, financia várias organizações-satélite, como o World Movement for Democracy, o International Fórum for Democratic Studies e o Reagan-Fascell Fellowship Program, que atuam direta ou indiretamente em todos os continentes.

Grupos ligados ao NED, por exemplo, tiveram comprovada atuação nos episódios políticos que desestabilizaram a coalizão de centro-esquerda na Itália, em 2007 e 2008. Acabaram derrubando o primeiro-ministro Romano Prodi e, em seguida, reconduziram ao poder o magnata Silvio Berlusconi.

A ação envolveu treinamento de jornalistas, divulgação massiva de boatos na Internet, dirigidos sobretudo aos jovens, e distribuição seletiva de caríssimos “estímulos” a senadores de centro.

Mas, afinal, o que é o NED?

Criada em 1983, por iniciativa do presidente estadunidense Ronald Reagan, trata-se oficialmente de uma entidade privada, mas abastecida de forma majoritária por fundos públicos.

Ainda que seus dirigentes a qualifiquem como um centro de incentivo à democracia, trabalha sempre no apoio a movimentos de direita, com forte ênfase no liberalismo, no individualismo, no privatismo e no pressuposto de que os interesses do mercado devem prevalecer sobre os interesses sociais.

Segundo o conceituado escritor e ativista norte-americano Bill Berkowitz, do movimento Working for Change, o objetivo do NED tem sido “desestabilizar movimentos progressistas pelo mundo, principalmente aqueles de viés socialista ou socialista democrático”.

O NED e suas entidades parceiras figuram na origem das chamadas “Revoluções Coloridas” que se espalharam pelo mundo nesta década.

A primeira operação virtual-midiática de grandes proporções foi a chamada Revolução Bulldozer, em 2000, no que ainda restava da Iugoslávia.

O nome do movimento se deve ao ato violento de um certo “Joe” (na verdade, Ljubisav Dokic) que atacou uma emissora de rádio e TV com uma escavadeira. Logo, foi transformado num emblema da sedição.

Na época, especialistas em mobilização de entidades financiadas pelo NED concederam apoio técnico e treinamento intensivo aos membros do Otpor, grupo estudantil se tornaria fundamental na campanha de desestabilização do governo central.

Talvez o melhor exemplo desse trabalho de corrosão política tenha ocorrido em 2003, na Geórgia, na chamada Revolução das Rosas, que culminou com a derrubada do presidente Eduard Shevardnadze.

Novamente, havia uma organização juvenil envolvida na disseminação de boatos, denúncias e incitações, a Kmara (Basta!), além de várias ONGs multinacionais como o Liberty Institute.

A Revolução das Rosas não teria ocorrido sem o apoio das associações ligadas ao bilionário húngaro-americano George Soros. A Foundation for the Defense of Democracies, instituto neoconservador com sede em Washington D.C., revelou que Soros investiu cerca de US$ 42 milhões nas operações para derrubar Shevardnadze.

O roteiro se repetiu em vários outros movimentos, como a Revolução Laranja, na Ucrânia, em 2004, e a Revolução das Tulipas, no Quirguistão, no ano seguinte.

Levantes dessa natureza ainda têm sido estimulados por esses grupos e seus agentes, que visitam os países-alvo em épocas de crise ou durante processos eleitorais.

Observadores internacionais estimam, por exemplo, que NED e USAID investiram US$ 50 milhões anuais no suporte às entidades que desestabilizaram e derrubaram o governo de Manuel Zelaya, em Honduras.

Nem sempre, porém, as “revoluções“ patrocinadas por essas entidades são coroadas de pleno êxito. É o caso da chamada “Revolução Twitter”, ocorrida na Moldávia, em 2009, e das frequentes operações de terrorismo midiático e virtual desenvolvidas pela oposição venezuelana.

Em todos esses episódios, há um procedimento estratégico que vem sendo seguido pelos grupos de sabotagem. Podemos sintetizá-lo em dez mandamentos operativos:

1) Difunda o ódio. Ele é mais rápido que o amor.

2) Comece pela juventude. Ela esta multiconectada e pode ser mais facilmente mobilizada para destruir do que para construir.

3) Perceba que destruir é “divertido”, ao passo que “construir” pode ser cansativo e chato.

4) A veracidade do conteúdo é menos relevante do que o potencial impacto de uma mensagem construída a partir da aparência ou do senso comum.

5) Trabalhe em sintonia com a mídia tradicional, mas simule distanciamento dos partidos tradicionais.

6) Utilize âncoras “morais” para as campanhas. Criminalize diariamente o adversário. Faça-o com vigor e intensidade, de forma a reduzir as chances de defesa.

7) Gere vítimas do oponente. Questões como carga tributária, tráfico de drogas e violência urbana servem para mobilizar e indignar a classe média.

Eleja sempre um vilão-referência em cada atividade. Cole nele todos os vícios e defeitos morais possíveis.

9) Utilize referências sensoriais para a campanha. Escolha uma cor ou um objeto que sirva de convergência sígnica para a operação.

10) Trabalhe ativamente para incompatibilizar o político-alvo com os grupos religiosos locais.

Várias dessas agências internacionais de desestabilização enviaram emissários ao Brasil, especialmente a partir do ano passado.

A ação-teste no Brasil foi desencadeada por meio do movimento “Fora Sarney”, organizado pelo movimento denominado “Rir para Não Chorar”, ou simplesmente RPNC.

Os “indignados moralistas” de direita escolheram o político maranhense como alvo, mesmo depois de tolerá-lo durante 45 anos em instâncias decisórias do país.

O líder da vez era um certo Sérgio Morisson, que se dizia consultor de ONGs e “fashionista”. Na época, vivia na Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), atuando no Comitê de Jovens Executivos.

Na verdade, Sarney serviu apenas como um pretexto de ensaio golpista. O objetivo do grupo era canalizar o ódio da jovem classe média contra o governo Lula.

Distribuíram 50 mil narizes de palhaço, seguindo disciplinadamente a cartilha de simbologia dos movimentos patrocinados pelo NED.

Na verdade, muitos dos “palhacentos” já tinham atuado em outro levante do tipo, o famigerado “Cansei”, que dois anos antes tentara se aproveitar do acidente com o avião da TAM para fomentar uma revolta popular contra o governo federal.

Na presente eleição presidencial brasileira, todo o receituário estratégico e simbólico das revoluções coloridas foi empregado no fortalecimento da candidatura da ex-petista Marina Silva.

A chamada “onda verde”, que impediu a vitória de Dilma Rousseff no primeiro turno, foi vigorosamente apoiada por expressivos setores da direita brasileira, inclusive com suporte mal disfarçado de parte da militância oficial do PSDB.

A direita estrangeira e o golpe em curso no Brasil

A principal entidade articuladora da “Revolução do Ódio” no Brasil é o Instituto Millenium (IM), que dispensa apresentações ao leitor da blogosfera. O IM tem uma fixação especial por Ayn Rand, uma escritora, roteirista e pseudo-filósofa russa que viveu a maior parte da vida nos Estados Unidos.

Rand defendia fanaticamente o uso de uma suposta razão objetiva, o individualismo, o egoísmo e o capitalismo. Segundo a base de sua “filosofia”, o homem deve viver por amor a si próprio, sem se sacrificar pelos demais e sem deles esperar qualquer solidariedade.

Para os seguidores de Rand, o espírito altruísta cooperativo é visto como fraqueza e como destruidor da energia humana empreendedora. Rezam pela cartilha de Rand, por exemplo, o articulista de Veja Reinaldo Azevedo e o economista Rodrigo Constantino, membro do Conselho de Fundadores e Curadores do IM, autor de livros barra-pesada como “Estrela Cadente: As Contradições e Trapalhadas do PT” e “Egoísmo Racional – o Individualismo de Ayn Rand”.

O conselho editorial do instituto é liderado por Eurípedes Alcântara, diretor da revista Veja, tão conhecido pela barriguda matéria do Boimate (o anúncio da fusão genética do boi com o tomate) quanto por sua devoção fanática pelos Estados Unidos e pelo neoliberalismo radical.

Participante ativo de programas de entidades financiadas pelo NED, Alcântara frequenta simpósios e atividades de treinamento destinadas a impor na América Latina o pensamento da direita corporativa norte-americana. A Internet ainda exibe uma conversa tão estranha quando reveladora entre o executivo da Editora Abril e Donald “Tamiflu” Rumsfeld, ex-secretário do Departamento de Defesa dos EUA. Segue aqui uma fala entusiasmada do entrevistador.

QUESTION (Alcântara): Yeah, that would be my pleasure. I have been watching close your role in the United States and I must say that I admire you. You are so firm since the beginning. When they said they were going there for the oil and then they said you were going there for your own interests, and then, well, we see democracy spreading throughout the Arab world. This is not a small thing, right?


As relações entre o Millenium e entidades estrangeiras seguem diversas rotas de financiamentos e apadrinhamentos, mas um pouco dessa complexa malha de articulações pode ser visualizada aqui:


Hoje, os apoiadores estrangeiros do Instituto Millenium e dos partidos da direita brasileira têm um olho ansioso na eleição e outro faminto na compensação exigida. O principal balconista desse negócio é o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, que recentemente, em Foz do Iguaçu (PR), tentou acalmar sua inquieta freguesia.

Caso José Serra vença o pleito em 31 de Outubro, o pagamento prometido está garantido: a entrega do Banco do Brasil, da Petrobrás e de Itaipu aos patrocinadores da “Revolução do Ódio”. Mais estarrecedor que esse acordo é o silêncio até agora das forças progressistas.

O que falta para se revelar esse segredo ao povo brasileiro?

Luz é Amor
Amor é Luz
Mara

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domingo, 24 de outubro de 2010

Van Gogh nos Sonhos de Kurosawa

Postado por Viva Babel!


Gênio do Oriente homenageia gênio do Ocidente.
Tanta beleza.
De arrepiar.
O mundo é belo.

por Elizabeth

Amor é Luz
Luz é Amor
Mara

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quarta-feira, 20 de outubro de 2010

Bhagavad Gita

Obs. A apresentação não é automática, portanto clique na seta indicativa para o andamento dos slides.

Luz é Amor
Amor é Luz
Mara

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segunda-feira, 11 de outubro de 2010

Mercedes Sosa - Balderrama



Composição: Manuel José Castilla / Gustavo "Cuchi" Leguizamen

A orillitas del canal
Cuando llega la mañana
Sale cantando la noche
Desde lo de balderrama

Adentro puro temblor
El bombo con la baguala
Y se alborota quemando
Dele chispear la guitarra

Lucero, solito
Brote del alba
Donde iremos a parar
Si se apaga balderrama

Si uno se pone a cantar
Un cochero lo acompaña
Y en cada vaso de vino
Tiembla el lucero del alba

Zamba del amanecer
Arrullo de balderrama
Canta por la medianoche
Llora por la madrugada.

Há 43 anos, Ernesto Che Guevara era assassinado covardemente em uma aldeia pobre chamada La Higuera na Bolívia. Esta é uma pequena homenagem ao grande comandante da nossa extraordinária Latino América.

"O verdadeiro revolucionário é movido por grandes sentimentos de amor." (Che)

Postado por Universae

Luz é Amor
Amor é Luz
Mara

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quarta-feira, 6 de outubro de 2010

30 anos de Cosmos: Uma Viagem Humana

Postado por : Ceticismo Aberto
“Nós somos uma forma do Cosmos conhecer a si mesmo” (Carl Sagan)

Quando a Humanidade deu seu grande salto na Lua em 1969, em torno de meio bilhão de pessoas assistiram empolgadas em pequenas TVs em preto e branco a dois astronautas pisarem em outro mundo. O evento marcou toda uma geração e continua sendo um dos maiores feitos de nossa espécie, mas apenas três anos depois, quando os astronautas da Apollo 17 deram o último adeus ao nosso satélite natural, o interesse popular pela exploração espacial já não era tão grande. Faltava algo mais básico para continuar a alimentar o grande interesse público além da novidade de pisar na Lua.

Foi neste contexto que um cientista espacial que continuava a explorar outros mundos com sondas robóticas renovaria a fascinação de centenas de milhões. Através da mesma telinha, agora a cores e com efeitos especiais e um roteiro quase poético, ele relembraria e para muitos apresentaria pela primeira vez o que realmente significava aquela pegada no solo lunar – e tanto mais além desta façanha.

Desde as verdadeiras dimensões do Universo em que vivemos até a magnífica aventura do conhecimento que levou um pequeno punhado de macacos pelados a se estender por todo um planeta e, com o poder fantástico do método científico, viajar ainda mais longe. À vastidão em que ainda não tocamos, com uma “nave da imaginação” modelada à imagem de uma semente de dente-de-leão ao vento, ele nos levaria cruzando a galáxia por anos-luz.

Quando finalmente retornarmos à Lua depois de um longo afastamento, ou quando visitarmos Marte e os infinitos mundos que nos aguardam pelo espaço, talvez nosso interesse e excitação como um todo dure um tanto mais porque nos lembraremos de sua grande e bela visão.

Falamos, é claro, da série televisiva “Cosmos: Uma Viagem Pessoal” do astrônomo Carl Edward Sagan, cujo primeiro episódio foi ao ar pela TV americana em 28 de setembro de 1980. Toda uma geração, incluindo este que escreve estas linhas, já nasceu e cresceu não sob a sombra, mas sob a luz e inspiração de uma obra ao mesmo tempo popular e imensamente inteligente, sóbria e profundamente atraente.


Três décadas depois, é surpreendente como muito da visão de Sagan do Cosmos seria largamente validada, transformando especulação otimista em fato científico. Um destes elementos mais empolgantes envolve o primeiro planeta fora do sistema solar, que só seria confirmado como descoberta científica quase uma década depois que Sagan despertasse milhões às tantalizantes possibilidades da multiplicidade de mundos.

Pois desde o primeiro exoplaneta em 1988, quase 500 exoplanetas já foram confirmados. Os nove, ou melhor, oito planetas de nosso sistema solar são hoje poucos em comparação com as centenas de outros corpos orbitando estrelas longínquas. E a viagem da imaginação aos fatos não parou aí.

Os dados iniciais de um novo satélite, o Kepler, como parte continuada da exploração do Cosmos, podem mais do que dobrar este número em poucos meses de observação, levando à sugestão de que planetas sejam não só quase onipresentes pela Galáxia, como que até 100 milhões de planetas como a Terra populem a Via Láctea. Por sua vez, apenas uma das centenas de bilhões de galáxias pelo Universo.

Na mesma semana de aniversário de Cosmos, o mais forte candidato a exoplaneta potencialmente habitável, chamado Gliese 581 g, foi anunciado com grande animação. A beleza disto é que sendo esta a ciência, a descoberta pode ou não ser confirmada, mas sendo esta a ciência e particularmente uma área que assistiu a enormes avanços nas últimas décadas, é uma questão de tempo até que dezenas, centenas, milhares e quem sabe mesmo milhões de planetas como a Terra sejam comprovados em nossa galáxia.

São números que mesmo o homem dos grandes números, com quem o apresentador Johnny Carson brincava sobre os “bilhões e bilhões”, tomaria como uma estimativa muito otimista. O amanhã em que vivemos hoje trata de confirmá-la como fato.


Em meio à viagem pelas estrelas, e entre os milhões de planetas como a Terra que podem existir, Sagan também se preocupou muito em abordar as questões muito humanas que enfrentávamos em nosso único e pálido ponto azul. No início da década de 1980, a Guerra Fria começava a se reaquecer enquanto EUA e União Soviética acumulavam dezenas de milhares de ogivas nucleares, um número grande que o cientista espacial se dedicou obstinadamente a diminuir. Poucos anos depois de Cosmos, Carl Sagan seria um dos descobridores do Inverno Nuclear, destacando ainda mais o perigo de extinção que enfrentávamos como espécie.

Igualmente superando suas mais otimistas expectativas, alguma lucidez tomou conta de líderes de ambos os lados, que passaram a diminuir seu arsenal, até que em 1989 a União Soviética implodiu sem o disparo de nenhuma bomba nuclear. Se superamos a maior urgência deste desafio, por outro lado, perigos sobre os quais Sagan também alertou e que há trinta anos pareciam menores hoje se tornam prioridade, como as mudanças climáticas e todo o impacto que o nosso próprio sucesso descomunal em habitar todos os continentes e contar com um número cada vez maior de confortos exerce sobre o pálido ponto que pode em breve tomar uma cor diferente e menos hospitaleira que o azul.

Vivemos em um fabuloso amanhã, com novos conhecimentos e novos desafios de uma geração somando-se à enorme jornada de milhares de ancestrais explorada em Cosmos. Lamentavelmente, vivemos também sem a companhia de Sagan, que nos deixou cedo apenas 16 anos depois de comover um mundo com a beleza e mesmo a espiritualidade que pode ser encontrada na busca pelo conhecimento através da ciência.

Se Sagan teve uma visão por vezes profética de descobertas futuras, também podemos profetizar com grande segurança que é mera questão de tempo até que um membro da geração sob a luz de Cosmos ganhe um prêmio Nobel. E ele – ou ela – será apenas o primeiro de muitos, enquanto Carl Sagan deve ter o mérito de ter inspirado diretamente mais do que qualquer outra pessoa um número gigantesco de jovens a seguir uma carreira científica e ajudar o Cosmos a conhecer a si mesmo.


O legado de Sagan vive como uma porção particularmente brilhante de conhecimento, e como tal só deve se multiplicar enquanto novas mentes continuarem sendo inspiradas a buscar saber mais sobre “tudo que existe, tudo que existiu e tudo que existirá”.

É parte da frase com que Carl Sagan iniciou seu primeiro episódio às “margens do oceano cósmico” há três décadas.

E é como definiu o próprio Cosmos.

Luz é Amor
Amor é Luz
Mara

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terça-feira, 5 de outubro de 2010

Gongyo e Daimoku



O vídeo acima ensina a como fazer o GONGYO E DAIMOKU da forma correta.

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quinta-feira, 30 de setembro de 2010

"Uma Análise de Vandré" - Adriana Tanese Nogueira



Postado por Náufrago da Utopia

Para entendermos e refletirmos sobre o que aconteceu com Geraldo Vandré, a opinião de uma terapeuta tem tudo a ver.

Ainda mais sendo a de uma profissional altamente conceituada, como Adriana Tanese Nogueira -- que, ademais, é filha de um ex-militante da resistência à ditadura e está contando as memórias familiares num livro que posta, capítulo por capítulo, num de seus blogues, à medida que os vai escrevendo.

Então, é com prazer que reproduzo aqui o artigo Uma análise de Vandré, da nossa boa Adriana, uma autora que vocês não devem perder de vista:
Sempre tive a convicção interna de que é preciso estar à altura do que somos. Quem já não se pegou tendo algumas idéias fantásticas? Ou sentindo ter que realizar uma missão muito maior do que si próprio?

Acho que algo assim aconteceu com Geraldo Vandré. Minha filha de 12 anos ouvindo outro dia, pela primeira vez, a música Caminhando ficou profundamente emocionada. Não foram só as letras que lhe chamaram a atenção, mas também a voz de Geraldo Vandré, o tom, a alma que está presente na forma como ele canta. É profunda, é sentida, é tão sagaz e intensa que tem o efeito de um megafone gigantesco.

Caminhando, um hino. A melhor música de 1968, digna das melhores produções musicais do ano mais emocionante e radical da história ocidental, quando se acreditava que se podia mudar o mundo. O ano em que nos países civilizados de 1º mundo, jovens e intelectuais acordaram do longo sono da hierarquia social e das tradições conservadoras para respirar o ar fresco da vida nova e ousar querer mais, ousar mudar, ousar dizer NÃO.

Infelizmente, no nosso Brasil subdesenvolvido, 1968 foi o ano da catástrofe. Desde aquele ano o “não” foi erradicado da cultura brasileira. Já notaram como todos dizem “sim”? Se fazem o que prometem é outro assunto, se ligam, se mantêm compromissos, se comparecem no horário marcado, se realizam o que prometeram, são fieis à palavra dada - tudo isso são outros quinhentos. O importante é dizer “sim”, nunca entrar em atrito. A oposição é proibida (porque no imaginário significa morte, fim); a hipocrisia aceita (e todos vivemos no jeitinho brasileiro). Enquanto a ONU decretava 1968 como Ano Internacional dos Direitos Humanos, no Brasil começou a orgia de desrespeito aos direitos humanos e ao Humano em geral.

Em setembro de 1968, no III Festival Internacional da Canção, Vandré canta o Pra não dizer que não falei das flores. Foi um sucesso imediato. Todos, de alguma forma, compreenderam o que significava, a letra penetrou rapidamente debaixo da pele como uma pomada regenerante. Logo em seguida, Vandré perdeu seu emprego e antes da emissão das novas Tábuas da Lei (o AI-5) da Toda-Poderosa Ditadura Militar, em dezembro daquele mesmo ano, Geraldo Vandré já estava fora do Pais. Por causa de um música.

Como muitos exiliados, ele não gostou de sua nova vida. Arrancado de sua patria para salvar-se, o cantor fraquejou e cedeu às drogas e à depressão. Foi sua primeira grande falha. Ele não soube pagar o preço pelo presente que doou ao Brasil: uma simples música. Mas uma Grande Música, o hino de uma geração, o sentido de uma luta, o sonho de um povo, de muitos povos. A verdade cantada em poesia de que todos somos iguais, “braços dados ou não”, de que há muitos soldados “perdidos com armas na mão”. E o militarismo não é uma barbarie destinada a acabar um dia? Na Itália, há muitos anos é dada a opção de fazer o serviço “civil” no lugar do serviço militar. Os homens novos não identificam a masculinidade com o uso da força, isso é coisa do passado.

É também uma verdade psicológica e sociológica de altissimo valor que “quem sabe faz a hora, não espera acontecer”. Conhecimento que não se transforma em ação não serve para nada, é vazio e enganoso. Saber é fazer. Saber é ser; logo, é agir. E isso porque temos “os amores na mente” e a “História na mão”: é por amor que se muda o mundo e as lições do passado devem ensinar alguma coisa. Povo sem passado é povo burro que patina no presente (e isso vale do ponto de vista psicológico também: é preciso comprender a própria história para mudá-la). Somente assim, “caminhando e cantando, e seguindo a canção”, poderemos aprender e ensinar “uma nova lição”, criar um novo mundo.

É essa “nova lição” que o regime militar exorcizou perseguindo e depois “confundindo” a cabeça do criador dessas palavras. Convinha aos exímios generais uma mais primitiva divisão do conflito entre bons e maus, fardados e “terroristas”, protetores da pátria e “malucos assassinos”. Era mais digerível uma versão simplória da realidade, regada a muito ódio, exaltação e medo.

A Caminhando era mais poderosa do que bombas e ameaças. Por isso, quando seu incauto autor resolveu cometer o seu segundo erro e ceder à angústia da saudade, voltando para a pátria amada cedo demais (1973), ele foi “acolhido” pela gentil força armada que “cuidou” dele num agradável hospital psiquiátrico, onde Vandré permaneceu isolado dos outros pacientes. Eis então o que significa na truculenta língua do regime militar o projeto transformador contido na Caminhando: uma loucura. Uma doença tão perigosa que deveria ser mantida separada dos outros malucos que ocupavam a simpática clínica para doentes mentais.

Reflitamos. Desde quando as Forças Armadas "acolhem" os cidadãos nos aeroportos? As Forças Armadas acolhem generais, presidente, embaixadores e altos funcionários. Cidadãos são acolhidos em suas chegadas ao País por familiares, amantes, amigos e colegas. Forças Armadas "acolhem" cidadãos somente quando os prendem ou os sequestram. Como Vandré não era um alto oficial, e não havia matado ou roubado, ele deve ter sido sequestrado para ser "reprogramado".

É certo. Num regime militar onde a livre expressão é proibida, onde todas as fontes, oportunidades e instrumentos de reflexão crítica são proibidos, “as flores pelo chão” devem ser incineradas e sua existência negada.

Foi assim que o poeta, cuja Musa genial inspirou-lhe a grande canção de esperança, foi hospedado por quase dois meses numa clínica psiquiátrica para “rever” suas idéias. O que mais a Musa poderia sugerir ao poeta, justamente nos anos mais negros da história do Brasil? O regime militar preocupou-se, então, em “explicar” ao poeta com "métodos apropriados" que suas músicas afinal não passavam de lorotas tolas, que sendo ele um cantor de porte, não como o Caetano e o Gil que “fazem qualquer coisa”, não lhe cabia permanecer no mesmo campo musical.

Tiveram sucesso. Hoje, Geraldo Vandré só faz “música erudita”, aquela que poucos entendem (qual melhor jeito de mantê-lo longe do povo?). Ele inclusive não gosta da cultura de massa (nem eu gosto, mas ela virou o que virou porque foi expurgada anos atrás de todos os pensadores críticos!) e é por isso que não canta mais para o Brasil.

Não só, surpreendentemente, Vandré agora tem a Força Aérea Brasileira como seu xodó, se aloja em suas instalações, carrega papel impresso da FAB, símbolos e tudo o mais. Como ocorreu tal mudança?

Ao assistir à entrevista da Globo pelos 75 anos de Vandré, a impressão que tive foi de um homem quebrado, mas "disfarçado". Ele não parece amargurado, arrependido, deprimido. Poderia sentir-se assim, tem motivos para isso, seria totalmente normal. Ele também não parece um homem que mudou de idéias, que deixou de acreditar em algo e passou a pensar diferente, nem que fosse de forma fanática. Qual é a dele, então?

Ele parece uma pessoa cuja estrutura mental foi embaralhada por um novo e diferente maço de cartas, que nada tem a ver com a identidade original. Imaginem jogar baralho e de repente aparece aqui e alí uma carta com outro desenho, outro significado e que pertence a outro tipo de jogo. Imaginem dois “jogos” convivendo na psicologia de Vandré aparentemente de forma “pacífica”, pois uma situação dessas deveria levar ao desequilíbrio mental. Mas o Vandré parece normal. É como se, de alguma forma, tivessem conseguido “reprogramar” o cantor de modo a manter sua aparente sanidade mas atuando em "modo diferente”.

Celso Lungaretti sustenta a tese da lavagem cerebral, não em sentido amplo, mas estrito. Ela acontece quando se submete uma pessoa a uma condição de total dependência de seus carcereiros. Estes controlam tudo o que a pessoa faz, desde o que e quando ela come e vai ao banheiro, até o sono e todos seus movimentos. Dá para imaginar o que isso significa? Estar totalmente à mercê do inimigo cruel?

Após um tempo assim, por instinto de sobrevivência e busca sentido (para não ficar louco), a vítima passa do sentimento de pânico e abandono total àquele de buscar conivência com seus algozes. Se, além dos “cuidados materiais" pelos quais a vítima passa, são-lhe soministrados também “cuidados psicológicos”, tipo “ensinar-lhe” o que ela deve pensar e acreditar, temos um prato cheio para compreender a esquisita entrevista de Geraldo Vandré à Globo.

Além de lento, o homem não é explicitamente patético, como seria alguém que fracassou em seu propósito de vida e choraminga; também não mudou de idéia, como disse, pois hoje, de alguma forma, ele até nega ter tido “idéias”; não está amargurado, como teria todo direito a estar. Ao contrário, aparenta uma estranha leveza e distância, mas também não está fazendo algo de concreto. Tudo é confuso e nublado. Algumas coisas ele “não lembra”, mas as letras de suas músicas ele lembra perfeitamente.

Talvez só lá encontraremos Geraldo Vandré, no fio da meada que a Musa lhe inspirou, mas que o homem não conseguiu aguentar. Aquele fio da meada de sanidade mental que os “preocupados cuidados militares” não conseguiram apagar - e nunca irão apagar da bagagem cultural do Brasil. Morre o homem consciente, mas não morre a música revolucionária, justamente porque "a vida não se resume em festivais".

Psicoterapeuta formada em Milão (Itália) e radicada na Flórida (EUA), Adriana Tanese Nogueira é idealizadora do blogue Psicologia Dialética e da ONG Amigas do Parto.

por Celso Lungaretti

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