sábado, 25 de agosto de 2012

China - O Império do Centro - Medicina Milenar



Luz é Amor
Amor é Luz
Mara

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sexta-feira, 10 de agosto de 2012

Hiroshima e Nagasaki: 67 Anos

Nota: Este texto já havia sido publicado por este blog, porém tomei a liberdade de republicá-lo, pois esta semana faz 67 anos do horror proporcionado pelos EUA e a sua "liberdade e democracia".


O texto abaixo foi publicado no Jornal do Brasil em Agosto de 2005 na coluna do grande e saudoso jornalista Fausto Wolff (1940 - 2008). É um texto pertinente, pois hoje se completam 65 anos do horror em Hiroshima (06/08/1945) e posteriormente em Nagasaki (09/08/1945) proporcionado pelos Estados Unidos da América.

"Estávamos parados na rua, incertos e temerosos, até que a casa à nossa frente começou a derreter e caiu aos nossos pés.
Nossa casa também se transformou numa montanha de poeira.
Um vento cruel alimentava as chamas.



Finalmente, compreendemos que não poderíamos ficar ali e nos dirigimos ao hospital.
Nossa casa fora destruída, estávamos feridos e precisávamos de socorro.
Além disso, eu, como médico, devia estar ao lado da minha equipe.
Só depois me dei conta da irracionalidade do meu pensamento.
Que bem eu poderia fazer, ferido como estava?



Começamos a caminhar, mas depois de 30 passos tive de parar.
Não tinha fôlego, meu coração disparara e minhas pernas deixaram de me agüentar. Senti uma sede terrível e pedi à minha mulher que me arranjasse água. Mas não havia água.



Eu estava nu e embora não sentisse vergonha fiquei triste por haver perdido o pudor. Fiquei sentado no chão.
Gradualmente as coisas começaram a entrar em foco.



Pessoas que mais pareciam sombras caminhavam como fantasmas.
Outras se moviam como espantalhos: braços bem abertos para impedir a fricção com a carne queimada.
Uma mulher nua carregava um bebê nu.
Pensei: Talvez eles estivessem tomando banho.


Quando vi alguns homens nus me dei conta de que, como ocorrera comigo, alguma coisa os privara de suas roupas.
Uma velha estava deitada ao meu lado. Seu rosto demonstrava que ela estava sofrendo muito mas não se queixava.
Na verdade, o silêncio era total.


As estradas estavam desertas com exceção dos mortos.
Alguns pareciam ter sido petrificados pela morte enquanto caminhavam.
Outros estavam achatados contra o pavimento como se uma gigantesca mão os houvesse esmagado. 


As montanhas distantes me pareceram mais próximas do que nunca. Como Hiroshima era pequena sem suas casas.
Tudo à minha volta estava carbonizado.


Dentro dos ônibus parados dezenas de corpos mortos em fogo, impossíveis de serem reconhecidos.
Vi reservatórios de água cheios de pessoas mortas até a borda. Pareciam ter sido cozinhadas em água fervente.


Num reservatório vi um homem bebendo água quente misturada com sangue.
O homem ao seu lado estava morto.
Os que podiam caminhavam vagarosa e silenciosamente.
Quando se lhes perguntava de onde haviam vindo, apontavam para a cidade.
Quando se lhes perguntavam para onde estavam indo apontavam para a distância. Todos nus, todos queimados, todos sangrando.


Um povo cujo espírito havia sido quebrado abandonava uma cidade em ruínas.
Simplesmente seguiam os que iam à frente.
Quando o dia acabou tive a impressão de que fora suspenso no tempo, pois não tínhamos nem relógios e nem calendários.''

Vocês acabaram de ler minha tradução do testemunho do Dr. Michihiko Hachiya, diretor do Hospital de Comunicações de Hiroshima, ferido no bombardeio de 6 de agosto de 1945, enquanto estava em sua casa, a uns 1.700 metros do epicentro da catástrofe.
Seu hospital estava mais próximo, a uns 200 metros.
Oitenta dos 190 médicos de Hiroshima morreram.
Sem comentários sobre o modo norte-americano de manter a paz mundial.
Logo que morreram os ingleses e o brasileiro, há pouco, o mundo pediu silêncio, como lamento pelas estúpidas mortes que certamente não teriam ocorrido se a Inglaterra não houvesse se transformado ironicamente numa colônia americana.
Hoje se completam 60 anos do bombardeio em Nagasaki, ocorrido em 09 de agosto, três dias depois do de Hiroshima e totalizando mais de 250 mil mortos nas duas cidades.
Quantos minutos de silêncio pediremos por essas pessoas e quantos pelos quase 50 mil seres humanos - velhos, mulheres e crianças - caçados e mortos no Iraque até agora? Como aconteceu com as cidades japonesas, Bagdá renascerá das cinzas mas jamais será a mesma.
Fausto Wolff
Jornal do Brasil, Agosto de 2005


Imagens documentadas pelo fotógrafo Yosuke Yamahata em 10 de Agosto de 1945 em Nagasaki.

Música: Vinicius de Moraes
Composição: João Apolinário / Gerson Conrradi
Cantor: Ney Matogrosso

The Hiroshima Rose

"Think of all the mute, telepathic children
Think of all the blind, wandering girls
Think of all the spoiled, changed women
Think of all the wounds as cold roses
But don't forget the rose, the rose
The rose of Hiroshima, hereditary rose
Radioactive, stupid, cripple rose
Rose with cirrosis, atomic anti-rose
No color, no smell, no rose, no anything at all"

Rosa de Hiroshima

"Pensem nas crianças
Mudas telepáticas
Pensem nas meninas
Cegas inexatas
Pensem nas mulheres
Rotas alteradas
Pensem nas feridas
Como rosas cálidas
Mas, oh, não se esqueçam
Da rosa da rosa
Da rosa de Hiroshima
A rosa hereditária
A rosa radioativa
Estúpida e inválida
A rosa com cirrose
A anti-rosa atômica
Sem cor sem perfume
Sem rosa, sem nada."

La Rosa de Hiroshima

"Piensa en las criaturas mudas, telepáticas
Piensa en las chiquillas ciegas e inexactas
Piensa en las mujeres rotas, alteradas
Piensa en las heridas como rosas cálidas
Pero nunca olvides la rosa, la rosa
La rosa de Hiroshima, rosa hereditaria
La rosa radiactiva, estúpida e inválida
La rosa con cirrosis, la anti-rosa atómica
Sin color, sin perfume, sin rosa, sin nada"


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quinta-feira, 9 de agosto de 2012

Dia Internacional dos Povos Indígenas


Hoje, 9 de agosto, comemora-se o Dia Internacional dos Povos Indígenas

Luz é Amor
Amor é Luz
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domingo, 29 de julho de 2012

Mythodea 2001 - Vangelis

 

Luz é Amor
Amor é Luz
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Sabedoria Indígena


Estes são os verdadeiros Homens da Terra!
Aos nossos irmãos indios, pelos quais devemos ter o maior respeito. São sábios, sem nunca terem frequentado uma escola.














Luz é Amor
Amor é Luz
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quarta-feira, 25 de julho de 2012

Desperte o seu Eu interior!!!

Art by Adelaide Marcus

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segunda-feira, 23 de julho de 2012

O Cavaleiro das Trevas

Postado pelo Blog Desacato

Por Laerte Braga

James Holmes, um jovem, invadiu quatro salas de projeções num cinema numa cidade do estado do Colorado e munido de uma espingarda, um fuzil e uma pistola “Glock”, disparou a esmo matando pelo menos 12 pessoas e ferindo perto de 60, algumas das quais em estado grave.

O presidente Barack Obama, pela enésima vez diante de tragédias assim reuniu a mídia e disse que lamentava pelos mortos e feridos, apresentou seus pêsames à família, pediu a proteção divina e disse que “nós nunca vamos entender isso”.

Mitt Romney, candidato republicano às eleições de novembro, tanto quanto Obama, disse mais ou menos a mesma coisa e ambos fizeram caras de compungidos diante da dor de familiares das vítimas. Os candidatos suspenderam os anúncios de suas campanhas no estado.

As quatro salas exibiam o filme BATMAN, O CAVALEIRO DAS TREVAS.

O fato aconteceu em Aurora e o chefe de Polícia da cidade disse que na casa do atirador foram encontradas armadilhas, dispositivos químicos e inflamáveis. O acusado vestia uma armadura de aço, dos pés à cabeça e proteção contra bombas de gás lacrimogêneo.

No início desta semana um pai foi visitar o filho, irritou-se com o fato dele estar cantando músicas countries num karaokê, foi até o seu carro, muniu-se de uma pistola e atirou no filho. William Henry Oller Sr, de 70 anos é o nome do pai, o fato aconteceu em Shasta na Califórnia.

É claro que Obama entende os motivos que geram tragédias como essa aos borbotões nos EUA. Milt Romney, por outro lado, nem está aí para esse tipo de acontecimento. Quer saber se tem alguém ao alcance para demitir e que possa gerar mais recursos em suas contas bancárias nas Ilhas Cayman.

Jung em seu “CHEGANDO AO INCONSCIENTE” (O HOMEM E SEUS SÍMBOLOS, Ed. Nova Fronteira, 2002) ao falar dos sonhos diz o seguinte – “quanto mais a consciência for influenciada por preconceitos, erros, fantasias e anseios infantis, mais se dilata a fenda já existente, até chegar-se a uma dissociação neurótica e a uma vida mais ou menos artificial, em tudo distanciada dos instintos normais, da natureza e da verdade”.

O conceito de nação pressupõe povo, língua comum, tradições e território, embora hoje sejam reconhecidas como nações povos que tem língua, costumes e tradições comuns, caso dos ciganos, dos próprios judeus antes de Israel e agora dos palestinos, depois de Israel. O território não se torna fator imprescindível.

Em boa parte dos casos se torna anseio.

Num dos mais importantes livros sobre a sociedade contemporânea o francês Guy Débord, afirma o seguinte – “a classe ideológica totalitária no poder, é o poder de um mundo invertido: quanto mais forte ela é, mais afirma que não existe, e sua força serve-lhe em primeiro lugar para afirmar sua existência. É modesta apenas nesse ponto, pois sua inexistência oficial também deve coincidir com o nex plus ultra do desenvolvimento histórico, que ao mesmo tempo seria devido a seu infalível comando. Espalhada por toda parte, a burocracia deve ser a parte invisível à consciência de modo que toda a vida social se torna demente. A organização social da mentira absoluta decorre dessa contradição fundamental” (DÉDORD, Guy, a SOCIEDADE DO ESPETÁCULO, Ed. Contraponto, 1997, 2ª impressão).

É possível comprar uma Glock em qualquer casa de armas em qualquer cidade dos Estados Unidos. Basta uma entidade e uma certidão negativa de crimes e pronto. Sem falar no comércio clandestino. Cada militar que participa de missões de guerra tem o direito de levar sua arma pessoal quando passa à reserva, ou dá baixa.

É fabricada por uma empresa austríaca, tem três travas de segurança, é leve em relação a outras e privativa de forças militares e policiais. A maior parte das polícias do mundo usa a Glock.

Quando num dos filmes do Superman o ator abre mão de seus poderes e liga-se a Lois Lane, a ameaça de uma catástrofe o traz de volta à sua mansão num dos pólos da Terra onde ludibria seus algozes. Salva a humanidade, é obrigado a fazer com Lois Lane esqueça o que aconteceu e se veja novamente de posse de sua eterna virgindade.

Os roteiristas do filme sabiam que o público reagiria a um Superman vivendo nos subúrbios de New York ou qualquer cidade dos EUA, aparando grama, ajudando Lois em suas matérias jornalísticas, enquanto o mundo capitalista estivesse enfrentando riscos permanentes.

O criador do super herói, na última edição da revista, renegou toda a ação do Superman e se declarou indignado com seu país.

No Brasil o máximo que conseguimos foi Jerônimo o Herói do Sertão e hoje o Saci foi substituído pela cabeça de abóbora do Haloween. Numa concessão de Walt Disney, tudo para levar o País a entrar na 2ª Grande Guerra, foi criado o personagem Zé Carioca, um papagaio esperto e safo, que se dá bem todas, mas não vai a lugar nenhum.

Essa cultura da barbárie é exportada por essa corporação invisível, mas material e presente em cada canto do mundo. Quem disse que os EUA são ainda uma nação?

Desde os tempos de Ronald Reagan todo um delicado processo de transformação vem sendo construído e George Bush – o filho – exatamente por ser um “moita”, deu foros definitivos à corporação. Os controladores são grupos sionistas e essa sociedade “demente” é produto disso”.

ISRAEL/EUA TERRORISMO HUMANITÁRIO S/A.

As mesmas empresas que receberam contratos de terceirização do governo dos EUA para recrutar, treinar e armar mercenários na guerra contra a Líbia, apoiados por bombardeios criminosos da OTAN – ORGANIZAÇÃO DO TRATADO ATLÂNTICO NORTE – atuam na Síria, recebem contratos de reconstrução dos países destruídos e começam a ocupar o Paraguai. São donas da Colômbia.

No filme, normal, típico filme de ação, CONSPIRAÇÃO, o ator Val Kilmer interpreta um ex-fuzileiro que vai a busca de um amigo mexicano numa cidade distante e lá percebe que o companheiro de tropa fora assassinado pelo grande empresário que fornece armas e equipamentos para a destruição de outros países e depois assume os contratos de reconstrução.

O “chefão”, cercado do aparato policial, fala com freqüência em patriotismo, em sociedade americana recuperando seus valores, sem “mestiços”. Mas explora a mão obra barata dos mexicanos, humilha-os e quando necessário mata. Para dar mais explosão ao filme, o personagem de Val Kilmer não tem uma parte da perna, perdeu-a em combate. No filme, o “mocinho” derrota a todos e ainda termina com a mocinha.

Já noutro filme, esse magistral, de Orson Welles, O PROCESSO, a obra de Franz Kafka, o personagem em busca de justiça abre uma porta e entra numa sala da justiça onde perto de duas mil máquinas de escrever batucam sem parar processos que nunca vão chegar a um fim.

James Holmes é produto desse meio demente que se espalha por todo o mundo. Como os traficantes que assumiram o poder no Paraguai com a contribuição da brasileira – conselheira de imigrantes – Marilene Sguarizi e o apoio disfarçado, invisível do governo brasileiro na omissão e cumplicidade, no cinismo de falar o contrário. Prática dos dois últimos governos, ligar a seta para um lado e virar para outro.

Trecho da carta de Marilene escrita aos brasileiros que moram no Paraguai:

A presidente Dilma se dirige a comunidade Brasileira no Paraguay através de minha pessoa a fim de transmitir “os bons ofícios do governo brasileiro para dar tranqüilidade no sentido de que não haverá travas comercias e econômicas entre o Brasil e Paraguay. O governo brasileiro fará todos os esforços para que os ´´Brasiguaios“ tenham a tranqüilidade te continuar trabalhando e de que não terão prejuízos de nenhuma índole na situação política atual do Paraguai. A mensagem dirigida aos senhores/as segue dizendo que a confiança entre os dois povos não foi alterada, da mesma forma que o novo governo do Paraguai é reconhecido pela sua legitimidade”

É a tal força invisível. É o que Débord chama de SOCIEDADE DO ESPETÁCULO, é a barbárie numa Glock, na mídia de mercado a serviço das elites, e na compensação idílica do personagem do filme a A CONSPIRAÇÃO, sobre patriotismo.

Segundo o inglês Samuel Johnson, “o último refúgio dos canalhas”. Ou seja, Obama sabe e não quer saber e Milt Romney não quer ter a menor idéia, enquanto os negros em Israel são deportados como eram os judeus nos campos de concentração de Hitler.

O filme é o mesmo, mudaram os figurantes, o tempo e se acrescentou à violência algo em torno de cinco mil ogivas nucleares capazes de destruir o planeta cem vezes se necessário for.

Sai a suástica, entra a águia e a estrela de David. Já o HSBC lava o dinheiro dessa gente. E o dístico in God we trust.

Luz é Amor
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domingo, 22 de julho de 2012

Energia gratuita e infindável


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O nosso planeta a partir da estação espacial


View from the ISS at Night from Knate Myers on Vimeo.

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quarta-feira, 20 de junho de 2012

A Extraordinária Natureza: Polinização



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segunda-feira, 18 de junho de 2012

"Me deram um soco e o dente deslocou-se e apodreceu", conta Dilma Rousseff

Um forte depoimento da Presidente Dilma Rousseff que merece ser lido.

Publicado pelo Correio Braziliense

Sandra Kiefer
Publicação: 17/06/2012 08:00 Atualização: 17/06/2012 09:30

Dilma encara os seus covardes algozes
Belo Horizonte — Dilma chorou. Essa é uma das lembranças mais vivas na memória do filósofo Robson Sávio, que, ao lado de uma outra voluntária do Conselho de Direitos Humanos de Minas Gerais (Conedh-MG), foi ao Rio Grande do Sul coletar o testemunho da então secretária de Minas e Energia daquele estado sobre a tortura que sofrera nos anos de chumbo. Com fama de durona, moradora do Bairro da Tristeza, Dilma tirou a máscara e voltou a ter 22 anos de idade. Revelou, em primeira mão, que as torturas físicas em Juiz de Fora foram acrescidas de ameaças de dano físico deformador: “Geralmente me ameaçavam de ferimentos na face”.

Não eram somente ameaças. Segundo fez constar no depoimento pessoal, Dilma revelou, pela primeira vez, ter levado socos no maxilar, que podem explicar o motivo de a presidente ter os dentes levemente projetados para fora. “Minha arcada girou para outro lado, me causando problemas até hoje, problemas no osso do suporte do dente. Me deram um soco e o dente se deslocou e apodreceu”, disse. Para passar a dor de dente, ela tomava Novalgina em gotas, de vez em quando, na prisão. “Só mais tarde, quando voltei para São Paulo, o Albernaz (o implacável capitão Alberto Albernaz, do DOI-Codi de São Paulo) completou o serviço com um soco, arrancando o dente”, completou.

Mais tarde, durante a campanha presidencial, em 2009, Dilma faria pelo menos três correções de ordem estética para se candidatar, que incluíram uma plástica facial, a troca dos óculos por lentes de contato e a chance de, finalmente, realinhar a arcada dentária. Na mesma época, Dilma combateu e venceu um câncer no sistema linfático. Guerreira, a presidente suavizou as marcas deixadas pelo passado na pele. Não tocou, porém, nas marcas impressas na alma. “As marcas da tortura sou eu. Fazem parte de mim”, definiu Dilma, em 2001, no depoimento emocionado à comissão mineira, 11 anos antes de ser criada a Comissão Nacional da Verdade, em maio, 13 anos depois da Constituição Cidadã de 1988.

General Sylvio Frota passa a tropa em revista no Palácio da Liberdade, em Belo Horizonte: militar colocou Dilma na lista dos infiltrados no poder público

Fuga pela Rua Goiás
“Eu comecei a ser procurada em Minas Gerais nos dias seguintes à prisão de Angelo Pessuti. Eu morava no Edifício Solar, com meu marido, Cláudio Galeno de Magalhães Linhares, e numa noite, no final de dezembro de 1968, o apartamento foi cercado e conseguimos fugir, na madrugada. O porteiro disse aos policiais do DOPS de Minas Gerais que não estávamos em casa. Fugimos pela garagem que dá para a rua do fundo, a Rua Goiás”

Ligações com Angelo
Fui interrogada dentro da Oban por policiais mineiros que interrogavam sobre processo na auditoria de Juiz de Fora e estavam muito interessados em saber meus contatos com Angelo Pessuti, que, segundo eles, já preso, mantinha comigo um conjunto de contatos para que eu viabilizasse sua fuga. Eu não tinha a menor ideia do que se tratava, pois tinha saído de BH no início de 1969 e isso era no início de 1970. Desconhecia as tentativas de fuga de Angelo Pessuti, mas eles supuseram que se tratava de uma mentira, talvez uma das coisas mais difíceis de você ser no interrogatório é inocente. Você não sabe nem do que se trata”

Local da tortura
“Acredito hoje ter sido por isto que fui levada no dia 18 de maio de 1970 para MG, especificamente para Juiz de Fora, sob a alegação de que ia prestar esclarecimentos no processo que ocorria na 4ª CJM. Mas, depois do depoimento, eu fui levada (ou melhor, teria de ser levada para SP), mas fui colocada num local (encapuzada) que sobre ele tinha várias suposições: ou era uma instalação do Exército ou Delegacia de Polícia. Mas acho que não era do Exército, pois depois estive no QG do Exército e não era lá”

“Nesse lugar fiquei sendo interrogada sistematicamente. Não era sobretudo sobre minha militância em MG. Supuseram que, tendo apreendido documentos do Ângelo (Pessuti) que integram o processo, achavam que nossa organização tinha contatos com a PM ou PC mineira que possibilitassem fugas de presos. Acredito ter sido por isso que a tortura foi muito intensa, pois não era presa recente; não tinha ‘pontos’ e ‘aparelhos’ para entregar”

Dente podre
“Uma das coisas que me aconteceu naquela época é que meu dente começou a cair e só foi derrubado posteriormente pela Oban. Minha arcada girou para outro lado, me causando problemas até hoje, problemas no osso do suporte do dente. Me deram um soco e o dente deslocou-se e apodreceu. Tomava de vez em quando Novalgina em gotas para passar a dor. Só mais tarde, quando voltei para SP, o Albernaz (capitão Alberto Albernaz) completou o serviço com um soco, arrancando o dente”

Pau-de-arara
“...Algumas características da tortura. No início, não tinha rotina. Não se distinguia se era dia ou noite. O interrogatório começava. Geralmente, o básico era choque. Começava assim: ‘em 1968 o que você estava fazendo?’ e acabava no Angelo Pessuti e sua fuga, ganhando intensidade, com sessões de pau-de-arara, o que a gente não aguenta muito tempo”

Palmatória
“Se o interrogatório é de longa duração, com interrogador ‘experiente’, ele te bota no pau-de-arara alguns momentos e depois leva para o choque, uma dor que não deixa rastro, só te mina. Muitas vezes também usava palmatória; usava em mim muita palmatória. Em SP usaram pouco esse ‘método’. No fim, quando estava para ir embora, começou uma rotina. No início, não tinha hora. Era de dia e de noite. Emagreci muito, pois não me alimentava direito”

Reportagem do jornal Estado de Minas que noticiou o julgamento em Juiz de Fora (Dilma aparece no banco dos réus, no alto à direita)
Tortura psicológica
“Tinha muito esquema de tortura psicológica, ameaças. Eles interrogavam assim: ‘me dá o contato da organização com a polícia?’ Eles queriam o concreto. ‘Você fica aqui pensando, daqui a pouco eu volto e vamos começar uma sessão de tortura’. A pior coisa é esperar por tortura”

Ameaças
“Depois (vinham) as ameaças: ‘Eu vou esquecer a mão em você. Você vai ficar deformada e ninguém vai te querer. Ninguém vai saber que você está aqui. Você vai virar um ‘presunto’ e ninguém vai saber’. Em SP me ameaçaram de fuzilamento e fizeram a encenação. Em Minas não lembro, pois os lugares se confundem um pouco”

Sequelas
“Acho que nenhum de nós consegue explicar a sequela: a gente sempre vai ser diferente. No caso específico da época, acho que ajudou o fato de sermos mais novos; agora, ser mais novo tem uma desvantagem: o impacto é muito grande. Mesmo que a gente consiga suportar a vida melhor quando se é jovem, fisicamente, a médio prazo, o efeito na gente é maior por sermos mais jovens. Quando se tem 20 anos, o efeito é mais profundo, no entanto, é mais fácil aguentar no imediato”

Sozinha na cela
“Dentro da Barão de Mesquita (RJ), ninguém via ninguém. Havia um buraquinho, na porta, por onde se acendia cigarro. Na Oban, as mulheres ficavam junto às celas de tortura. Em MG, sempre ficava sozinha, exceto quando fui a julgamento, quando fiquei com a Terezinha. Na ida e na vinda todas as mulheres presas no Tiradentes sabiam que estavam presas: uma, por exemplo, Maria Celeste Martins, e Idoina de Souza Rangel, de São Paulo”

Visita da mãe
“Em MG, estava sozinha. Não via gente. (A solidão) Era parte integrante da tortura. Mas a minha mãe me visitava às vezes, porém, não nos piores momentos. Minha mãe sabia que estava presa, mas eles não a deixavam me ver. Mas a doutora Rosa Maria Cardoso da Cunha, advogada, me viu em SP, logo após a minha chegada de Minas. Hoje ela mora no Rio e posso contatá-la”

Cena da bomba
“Em MG, fiquei só com a Terezinha. Uma bomba foi jogada na nossa cela. Voltei em janeiro de 1972 para Juiz de Fora (nunca me levaram para BH). Quando voltei para o julgamento, me colocaram numa cela, na 4ª Cia. de Polícia do Exército, 4ª RM, lá apareceu outra vez o Dops que me interrogava. Mas foi um interrogatório bem mais leve. Fiquei esperando o interrogatório bem mais leve. Fiquei esperando o julgamento lá dentro”

Frio de cão
“Um dia, a gente estava nessa cela, sem vidro. Um frio de cão. Eis que entra uma bomba de gás lacrimogênio, pois estavam treinando lá fora. Eu e Terezinha ficamos queimadas nas mucosas e fomos para o hospital. Tive o ‘prazer’ de conhecer o Comandante General Sylvio Frota, que posteriormente, me colocará na lista dos infiltrados no poder público, me levando a perder o emprego”

Motivos
“Quando eu tinha hemorragia, na primeira vez foi na Oban (…) foi uma hemorragia de útero. Me deram uma injeção e disseram para não bater naquele dia. Em MG, quando comecei a ter hemorragia, chamaram alguém que me deu comprimido e depois injeção. Mas me davam choque elétrico e depois paravam. Acho que tem registros disso no final da minha prisão, pois fiz um tratamento no Hospital das Clínicas”

Morte e solidão
“Fiquei presa três anos. O estresse é feroz, inimaginável. Descobri, pela primeira vez, que estava sozinha. Encarei a morte e a solidão. Lembro-me do medo quando minha pele tremeu. Tem um lado que marca a gente o resto da vida”

Marcas da tortura
“As marcas da tortura sou eu. Fazem parte de mim”

Luz é Amor
Amor é Luz
Mara

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quarta-feira, 6 de junho de 2012

Midway (trailer) de Chris Jordan: Uma tragédia!


Será que o ser humano merece o planeta que possui?

Luz é Amor
Amor é Luz
Mara

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terça-feira, 5 de junho de 2012

Vídeo: Thrive - What On Earth Will It Take


Thrive levanta o véu sobre o que está realmente acontecendo no nosso mundo, seguindo o fluxo superior do dinheiro -- revelando a consolidação de poder global em quase todos os aspectos de nossas vidas. Conectando avanços científicos, consciência e ativismo, Thrive oferece soluções reais, nos fortalecendo com estratégias inovadoras e ousadas para reivindicar nossas vidas e nosso futuro.

Luz é Amor
Amor é Luz
Mara

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sábado, 19 de maio de 2012

AirPano Project: Uma viagem sobre Giza

Clique na imagem abaixo e faça uma viagem espetacular entre as pirâmides de Giza!


Luz é Amor
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quarta-feira, 16 de maio de 2012

Dilma Rousseff: ...Nem ódio, nem perdão!



" . . . Senhoras e senhores,

Encerro com um convite a todos os brasileiros, independentemente do papel que tiveram e das opiniões que defenderam durante o regime autoritário. Acreditemos que o Brasil não pode se furtar a conhecer a totalidade de sua história. Trabalhemos juntos para que o Brasil conheça e se aproprie dessa totalidade, da totalidade da sua história.

A ignorância sobre a história não pacifica, pelo contrário, mantêm latentes mágoas e rancores. A desinformação não ajuda apaziguar, apenas facilita o trânsito da intolerância. A sombra e a mentira não são capazes de promover a concórdia. O Brasil merece a verdade. As novas gerações merecem a verdade, e, sobretudo, merecem a verdade factual àqueles que perderam amigos e parentes e que continuam sofrendo como se eles morressem de novo e sempre a cada dia.

É como se disséssemos que, se existem filhos sem pais, se existem pais sem túmulo, se existem túmulos sem corpos, nunca, nunca mesmo pode existir uma história sem voz. E quem dá voz à história são os homens e as mulheres livres que não têm medo de escrevê-la. Atribui-se a Galileu Galilei uma frase que diz respeito a este momento que vivemos: “a verdade é filha do tempo, não dá autoridade.”

Eu acrescentaria que a força pode esconder a verdade, a tirania pode impedi-la de circular livremente, o medo pode adiá-la, mas o tempo acaba por trazer a luz. Hoje, esse tempo chegou".

Dilma Rousseff

Luz é Amor
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domingo, 13 de maio de 2012

Feliz dia das Mães Palestinas!


Luz é Amor
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segunda-feira, 7 de maio de 2012

Dois mil índios waimiri-atroari contrários à rodovia desapareceram durante regime militar no Brasil


Postado por: Diário Liberdade

Brasil - A Crítica - [Elaíze Farias] Eles não estão na lista oficial de desaparecidos políticos, nem de vítimas de violação de direitos humanos durante o regime militar no Brasil, mas foram considerados empecilhos para o desenvolvimento e guerrilheiros e inimigos do regime militar. Por resistirem à construção de uma estrada (a BR-174, que liga Manaus a Boa Vista) que atravessaria seu território, sofreram um massacre.

Entre 1972 e 1975, no Estado do Amazonas, dois mil indígenas da etnia waimiri-atroari sumiram sem vestígios. Um número infinitamente superior aos desaparecidos da Guerrilha do Araguaia, no Pará. Esta população cuja história permanece obscura ainda povoa a memória dos sobreviventes waimiri-atroari (ou Kiña, como se autodenominam).

"O massacre aconteceu por etapas e envolveu diferentes órgãos do regime militar", diz o indigenista e ex-missionário Egydio Schwade, 76, um dos principais agentes da mobilização que tenta tornar público este episódio e provocar a inclusão dos waimiri-atroari nas investigações da Comissão Nacional da Verdade, criada em novembro de 2011 pela Presidência da República.

Desde o início de 2011, Schwade passou a divulgar uma série de artigos em seu blog Urubui sobre os episódios que envolveram a violenta ocupação das terras dos waimiri-atroari.

Panfleto

O recrudescimento contra os waimiri-atroari nunca foi negado pelo regime militar. Registros sobre os métodos dos militares para dissuadir (ou pacificar, como foi batizada a estratégia de convencimento) os indígenas a aceitar a construção da estrada estão em vários documentos e podem ser encontrados em declarações dadas a jornais na época tanto por militares quanto por funcionários da Fundação Nacional do Índio (Funai).

Panfleto denominado "Operação Atroaris" que circulava na época, chegou a qualificá-los de "guerrilheiros". Um trecho do panfleto, escrito em versos, dizia: "Estais cercado, teus momentos estão contados; vê na operação esboçada que o teu fim está próximo".

Alfabetização

Egydio Schwade teve acesso às informações sobre o desaparecimento dos waimiri-atroari à medida que se tornava mais próximo e ganhava a confiança dos indígenas no período em que viveu com sua família na aldeia Yawará, onde chegou em 1985 e iniciou o processo de alfabetização emKiñayara, língua da etnia.

O indigenista, que reside no município de Presidente Figueiredo e sobrevive como apicultor, conta que, após dois anos vivendo entre os waimiri-atroari, foi expulso pela Funai. Ele acredita que isto ocorreu justamente porque os indígenas começaram a revelar os acontecimentos da época da construção da rodovia. Para ele, a Funai, tanto na época quanto atualmente, foi omissa e até mesmo contribuiu com a opressão e a violência contra os indígenas.

Silêncio

"Queremos que as populações indígenas não sejam esquecidas pela Comissão da Verdade. Os waimiri-atroari, assim como os Parakanã, no Pará, e os Suruí e os Cinta Larga, em Rondônia, foram perseguidos pelo regime militar, que tinha como estratégia ocupar suas terras. Os índios resistiram e foram mortos. Que seja neutralizado o silêncio que domina estes casos", alerta Egydio Schwade.

Ele diz que o que o incomoda é o silêncio da Funai em relação a este assunto, atualmente escondido por detrás das ações mitigadoras que foram implementadas nos anos 80, com a criação do Programa Waimiri-Atroari, uma parceria com a Eletronorte, como forma de compensar os impactos ambientais e sociais causados pela construção da Hidrelétrica de Balbina. A usina alagou grande parte do território dos waimiri-atroari.

Funai

O Coordenador do Programa Waimiri-Atroari, José Porfírio Carvalho, que é citado nos artigos de Egydio Schwade e acusado de participação, como indigenista, nas ações contra os waimiri-atroari, foi procurado por email (que consta no site do Programa Waimiri-Atroari) três dias antes do fechamento desta matéria, mas não retornou o contato. No telefone da sede do programa, 3632-1007, ninguém atendeu.

A assessoria de imprensa da Funai também foi procurada e enviou a seguinte resposta: "A Funai está acompanhando as discussões sobre o assunto e vai trabalhar pela defesa dos direitos dos povos indígenas também nesse caso".

O Decreto que criou a Comissão Nacional da Verdade é de dezembro de 2011. A assessoria de imprensa da Casa Civil da PR disse ao jornal A CRÍTICA que "quando a comissão começar a investigar, serão analisados todos os casos de desaparecidos, independente da etnia".

Neste mês, a Câmara dos Deputados criou uma Comissão da Verdade paralela, como resposta à demora da Presidência da República em demorar em instalar a Comissão Nacional da Verdade.

Pacificação

O projeto de construção da BR-174 (Manaus-Boa Vista), que era defendido pelo governador do Amazonas, Danilo Areosa, começou em 1968. A obra passaria por dentro do território dos indígenas, que não foram consultados e se opuseram ao empreendimento. Paralelamente, foram iniciadas medidas de "pacificação" dos indígenas, envolvendo padres (o mais conhecido foi o P. Calleri, morto pelos índios) e indigenistas da Funai.

A estratégia envolvia tentativas de diálogos, mas foi a presença de soldados e funcionários da Funai e o uso de armas (metralhadoras, revólveres, dinamite e até gás letal) os principais meios de "convencimento" dos indígenas.

Estimativa de população de waimiri-atroari feita pelo P. Calleri era de 3 mil pessoas no final dos anos 60. Nos anos seguintes, este número baixou para mil pessoas, sem que um registro de morte fosse feito, segundo Schwade.

A partir de 1974 as estatísticas da Funai começaram a referir números entre 600 e mil pessoas e, em 1981, restavam apenas 354, conforme pesquisa feita por Egydio.

Pelo menos uma das várias aldeias desaparecidas foi bombardeada por gás letal. Um sobrevivente waimiri-atroari que foi aluno de Egydio se recordou "do barulho do avião passando por cima da aldeia e do pó que caia".

Nos anos 80, após a repercussão internacional das mobilizações contra os impactos causados pela Hidrelétrica de Balbina, o Banco Mundial condicionou o financiamento da obra, que alagou terras dos waimiri-atroari, à criação de um programa de mitigação da sua população.

O programa começou a ser implementado em 1988, com duração de 25 anos sob a gestão da Eletronorte. O prazo expira em 2013. Após o programa, a população de waimiri-atroari voltou a crescer.

O acesso aos waimiri-atroari é difícil. A reportagem tenta desde o ano passado ir ao local, mas a resposta recorrente da coordenação do Programa é que os indígenas "estão em festa ou caçando".

Desaparecido

O único amazonense integrante da lista oficial de desaparecidos durante a ditadura é o Thomaz Meirelles, nascido em Parintins em 1937. Militante de esquerda, a última notícia que se soube de Meirelles data de 1974.

A reportagem entrou em contato com a viúva de Meirelles, a jornalista Miriam Malina, que vive atualmente no Rio de Janeiro, mas ela não quis dar declarações sobre o assunto nem sobre a Comissão da Verdade. Miriam afirmou que "enquanto não souber a composição da Comissão" prefere não se manifestar.

Amigo e companheiro na época do Centro Popular de Cultural, Euclides Coelho de Souza, 76, defende a urgência em dar visibilidade ao desaparecimento de Meirelles, sobretudo entre os mais jovens. "Ele foi um importante líder do movimento estudantil nos anos 60. Foi para a luta e o mataram. Os estudantes do Amazonas precisam conhecer sua história. Pressionar o poder público. Este assunto não pode ficar em brancas nuvens", disse Souza, por telefone, do Paraná, onde mora.

Thomaz Meirelles morou em Manaus desde 1950, mas no final daquela década se mudou para o Rio de Janeiro, onde passou a se envolver com movimento estudantil. Fez parte da União Brasileira de Estudantes Secundaristas (UBES). Em 1963 ganhou uma bolsa para uma faculdade em Moscou, onde conheceu sua esposa. Quando retornou, seu envolvimento com o movimento se intensificou. A perseguição política ficou mais dura e Meirelles passou a viver na clandestinidade. Há informações de que foi torturado e então desapareceu. Seu corpo nunca foi encontrado.

Luz é Amor
Amor é Luz
Mara

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domingo, 6 de maio de 2012

Arigatô

Após completar um ano da tragédia, o Japão expressa o seu agradecimento pela ajuda recebida após o terremoto de 11/03/2011


Luz é Amor
Amor é Luz
Mara

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segunda-feira, 23 de abril de 2012


Um repórter perguntou à Cora Coralina o que é viver bem. 


Ela lhe disse:

"Eu não tenho medo dos anos e não penso em velhice. E digo pra você, não pense. Nunca diga estou envelhecendo, estou ficando velha. Eu não digo. Eu não digo que estou velha, e não digo que estou ouvindo pouco.
É claro que quando preciso de ajuda, eu digo que preciso. 

Procuro sempre ler e estar atualizada com os fatos e isso me ajuda a vencer as dificuldades da vida. O melhor roteiro é ler e praticar o que lê. O bom é produzir sempre e não dormir de dia. 
Também não diga pra você que está ficando esquecida, porque assim você fica mais.
Nunca digo que estou doente, digo sempre: estou ótima. Eu não digo nunca que estou cansada.

Nada de palavra negativa. Quanto mais você diz estar ficando cansada e esquecida, mais esquecida fica.
 Você vai se convencendo daquilo e convence os outros. Então silêncio!
 Sei que tenho muitos anos. Sei que venho do século passado, e que trago comigo todas as idades, mas não sei se sou velha, não. Você acha que eu sou?
 
Posso dizer que eu sou a terra e nada mais quero ser. Filha dessa abençoada terra de Goiás.
 Convoco os velhos como eu, ou mais velhos que eu, para exercerem seus direitos.
Sei que alguém vai ter que me enterrar, mas eu não vou fazer isso comigo.

 Tenho consciência de ser autêntica e procuro superar todos os dias minha própria personalidade, despedaçando dentro de mim tudo que é velho e morto, pois lutar é a palavra vibrante que levanta os fracos e determina os fortes.

O importante é semear, produzir milhões de sorrisos de solidariedade e amizade.
 Procuro semear otimismo e plantar sementes de paz e justiça. Digo o que penso, com esperança. 

Penso no que faço, com fé. Faço o que devo fazer, com amor. Eu me esforço para ser cada dia melhor, pois bondade também se aprende.

Mesmo quando tudo parece desabar, cabe a mim decidir entre rir ou chorar, ir ou ficar, desistir ou lutar; porque descobri, no caminho incerto da vida, que o mais importante é o decidir".


Cora Coralina
Luz é Amor
Amor é Luz
Mara

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sábado, 14 de abril de 2012

Universos Paralelos


Luz é Amor
Amor é Luz
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sábado, 7 de abril de 2012

Uma foto que vale por mil palavras

Uma foto impressionante que foi divulgada há algumas semanas e que merece ser postada especialmente nestes dias. Nela, a mulher e presidente do Brasil, Dilma Rousseff encara os seus inquisitores e algozes que, covardemente, cobrem os rostos.


Luz é Amor
Amor é Luz
Mara

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Geometrias Sagradas


Luz é Amor
Amor é Luz
Mara

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La Saeta - Joan Manuel Serrat



Dijo una voz popular:
¿Quién me presta una escalera
para subir al madero
para quitarle los clavos
a Jesús el Nazareno?

Oh, la saeta, el cantar
al Cristo de los gitanos
siempre con sangre en las manos,
siempre por desenclavar.

Cantar del pueblo andaluz
que todas las primaveras
anda pidiendo escaleras
para subir a la cruz.

Cantar de la tierra mía
que echa flores
al Jesús de la agonía
y es la fe de mis mayores.

¡Oh, no eres tú mi cantar
no puedo cantar, ni quiero
a este Jesús del madero
sino al que anduvo en la mar!

Joan Manuel Serrat


Tradução:

A Seta


Disse uma voz popular:
Quem me empresta uma escada
para subir ao madeiro
para tirar-lhe os cravos
a Jesus o Nazareno?

Oh, la saeta, o cantar
ao Cristo dos ciganos
sempre com sangue nas mãos
sempre por desencravar
Cantar do povo andaluz
que todas as primaveras
anda pedindo escadas
para subir à cruz

Cantar da terra minha
que joga flores
ao Jesus da agonia
e é a fé de meus velhos
Oh! Não és tu meu cantar
não posso cantar, nem quero
a este Jesus do madeiro
senão ao que andou no mar!

*Tradução de Maria Teresa Almeida Pina

Luz é Amor
Amor é Luz
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sexta-feira, 30 de março de 2012

Oceano Perpétuo

Publicado por MSN

Imagens divulgadas pela Nasa impressionam pela semelhança com quadro de van Gogh

Não é todo dia que se vê uma coisa tão bonita e peculiar como a animação chamada “Oceano Perpétuo”, divulgado nesta quarta-feira (28) pela Nasa, a agência Norte-Americana.

Criado pelo Estúdio de Visualização Científica do Centro Espacial Goddard, o vídeo mostra o movimento das correntes oceânicas da Terra entre junho de 2005 e dezembro de 2007.

Para coletar as imagens, a equipe usou um equipamento de estudo da circulação e clima dos mares, capaz de medir o movimento e transporte de calor e carbono nos oceanos do planeta.

O sistema faz simulações do fluxo das águas oceânicas em seus níveis mais profundos, mas apenas as correntes superficiais foram mostradas neste vídeo.

O resultado é tão belo e impressionante que alguns o estão comparando com o quadro “The Starry Night” (A Noite Estrelada) do célebre pintor Vincent van Gogh.

Veja o vídeo abaixo e depare-se com esta obra de arte da natureza:



Luz é Amor
Amor é Luz
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quinta-feira, 22 de março de 2012

Um belo exemplo

Postado pelo Blog do Bourdoukan


Anônimos brasileiros salvam 30 golfinhos em Arraial do Cabo, RJ

Luz é Amor
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sábado, 18 de fevereiro de 2012

Comunidade Pinheirinho, ou a história do cãozinho que mamava na mãe morta. E outras mais

Postado pelo Blog do Bourdoukan

Por que tanta brutalidade?

A veterinária Veriane Araujo bem que tentou, mas não conseguiu salvar um cãozinho recém-nascido.

“Ele tentava mamar na mãe morta, mas não resistiu".

E ela conta mais:

"Os donos saíram corridos, muitos deixaram seus animais trancados em casa, para evitar que se perdessem. Quando as retroescavadeiras entraram, derrubando tudo, três dias depois, soterraram os bichos".

O depoimento dela pode ser lido na íntegra AQUI.

Salvar animais talvez seja a ultima oportunidade para a humanidade se redimir.
Mas, e os humanos?

A morte de seres humanos já não sensibiliza tanto.

As invasões do Iraque, Afeganistão, Líbia e Palestina já causaram a morte de milhões de seres humanos.

É a velha história.

Matar uma pessoa é crime, matar milhões é estatística.

Perspicazes foram os mexicanos que vivem nos Estados Unidos.

Quando foram ameaçados de expulsão, realizaram manifestações de rua ao lado de seus animais.
De gatos a cachorros, aves e até aquários levaram na passeata.
Os animais sensibilizaram. A expulsão foi revogada.

Na década de 1950 contava-se, em Minas, a história de um fazendeiro que precisava viajar para a cidade para comprar remédios para o seu filho de um ano. Ao montar no cavalo, chamou o seu fiel cachorro e pediu:

- Cuide do nenê e não deixe nenhum bicho chegar perto.

Partiu rezando para que nenhuma tragédia acontecesse durante sua ausência.

Ao retornar no dia seguinte, o cachorro saiu de casa balançando o rabo de alegria.

Ao ver que o animal estava com a boca cheia de sangue, gritou:

- Seu cachorro desgraçado, matou meu filho vai morrer também.

Puxou da espingarda e deu dois tiros no animal.

Ao entrar na casa viu que o bebê continuava vivo brincando no berço e ao seu lado no chão, havia uma onça morta.

O fazendeiro ficou desesperado e no chão ficou prostrado lamentando a morte de seu fiel companheiro.
Quem tem um cachorro, tem um amigo pra toda vida.

Infelizmente na Comunidade Pinheirinho, em São José dos Campos, os animais que não foram abatidos a tiros pela polícia, morreram sob os escombros das casas das cinco mil famílias que ali viviam.

Humanos, apenas humanos.

Georges Bourdoukan
Amor é Luz
Luz é Amor
Mara


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