domingo, 4 de setembro de 2011

Listen To Your Heart - Mike Rowland


Fonte: Aetopus

Song: Listen To Your Heart
Composer: Mike Rowland
Album: My Elfin Friends
Record Label: Oreade
Mike Rowland website: http://www.mikerowland.co.uk/

Luz é Amor
Amor é Luz
Mara

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terça-feira, 30 de agosto de 2011

Minha Oração - Rabindranath Tagore

Tagore com um menino em Santiniketan (Índia), 1938/39 - por Sambhu Shaha  
Dê-me a suprema coragem de Amar, eis minha oração - a coragem de falar, fazer, sofrer ao Seu dispor, de deixar todas as coisas ou ser deixado sozinho. Fortaleça-me com incumbências perigosas, honre-me com dores e me ajude a galgar o mau humor que diariamente se sacrifica a Você.

Dê-me a suprema confiança de Amar, eis minha oração - a confiança que pertence à vida na morte, à vitória na derrota, ao poder oculto na mais frágil beleza, àquela dignidade na dor que aceita o dano e se recusa a devolvê-lo.

O Coração de Deus - Poemas Místicos de Rabindranath Tagore
Editora: Ediouro, 2004

Sesquicentenário - 1861 - 2011

"Após a guerra, quando procurei outras obras de Tagore, logo encontrei suas poderosas Orações. Com que outra literatura de meu conhecimento elas podiam ser comparadas(!) Percebi afinidades delas com a inextinguível grandeza e profundidade interior com os Salmos Hebreus, sem que possuíssem, felizmente, o recorrente espírito de vigança destes últimos. Pude sentir a experiência apaixonada, extremamente pessoal, da relação eu-Tu, em Tagore, que aproxima da revelada das Confissões de Agostinho, com o previlégio de não se aliar à intensa negação da vida e do mundo presente nos textos do Santo Cristão. As orações do moderno poeta indiano celebraram e continuam celebrando a vida, apesar da sua abundância de tragédia, elas afirmam nosso mundo de harmonias sonoras e coloridas, sempre duradouras e cambiantes.
Acredito que a humanidade louvará cada vez mais o tesouro das orações desse exemplo internacional da força sagrada que ewstá em qualquer, nenhum e todo lugar".

Herbert F. Vetter*
Cambridge, Massachusetts

*O Reverendo Herbert F.Vetter, D.D., é Sacerdote Autônomo aposentado da Primeira Paróquia de Cambridge, Massachusetts, Capelão da Universidade de Harvard e diretor fundador das emissoras de rádio e televisão do Cambridge Forum, Editor da revista Speak Out: Against The New Right.

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terça-feira, 2 de agosto de 2011

A história de Nick Vujicic


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terça-feira, 26 de julho de 2011

Um dia antes de viajar para Abadiânia


Hoje acordei de um sonho profundo e sincero, corri os dedos com os olhos fechados, tateando um livro qualquer na prateleira e que me explicasse de onde vinha aquele sonho nunca sonhado verdadeiramente;

Olho a foto dentro do livro; Rabindranath Tagore e seu grande amigo Albert Einstein!


Quanta alegria meu coração sente quando vejo os dois juntos!

Para os que não sabem, Tagore recebeu o Prêmio Nobel de Literatura em 1913, então é considerado o poeta mais importante da Índia moderna. Ele também era Educador, reformador Social e Filósofo. Tagore é reconhecido como o mais proeminente intelectual e defensor espiritual do domínio imperial.

As poesias de Tagore, representam as "Orações simples da vida comum". As orações do poeta celebraram e continuam celebrando a vida! O que na verdade, o homen moderno, perdeu o poder do "Louvor"!!!

ACEITE-ME (Rabindranath Tagore)

Aceite-me, querido DEUS, aceite-me por um momento.
Deixe os dias órfãos gastos sem VOCÊ serem esquecidos.
Alongue este breve instante por SEU amplo colo, mantendo-o sob SUA luz.
Vaguei atrás de vozes que me atraíram...deu em nada.
Permita-me, agora, sentar em paz e escutar SUAS palavras no espírito de meu silêncio.
Não mostre SUAS costas aos segredos obscuros do meu coração: queime-os até que SEU fogo os ilumine.

"O Coração de Deus - Poemas Místicos de Rabindranath Tagore" - Herbert F.Vetter. Editora Ediouro

Luz é Amor
Amor é Luz
Mara

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domingo, 24 de julho de 2011

Para ficar mais pertinho de Deus!


Mormon Tabernacle Choir - "All Creatures of our God & King"

Luz é Amor
Amor é Luz
Mara

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terça-feira, 19 de julho de 2011

Oprah Winfrey: Os Milagres de João de Deus



Luz é Amor
Amor é Luz
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segunda-feira, 18 de julho de 2011

Mandela e a “bronca” em Fidel Castro

Postado por: Tijolaço


Hoje é aniversário de Nelson Mandela, que completa 93 anos. Ia escrever do líder sul-africano Nelson Mandela, mas acho que chamar Mandela de líder virou pleonasmo e que ele passou a ser mais que um cidadão de um país, tornou-se uma referência para o mundo.

Pois para lembrar da data, em lugar de escrever mais sobre alguém cuja grandeza não cabe em texto algum, a gente achou um vídeo engraçado e revelador. Em 1998, já com 80 anos, Mandela dá uma simpática “bronca” em Fidel Castro, então com 72 anos, cobrando uma viagem do cubano a seu país. Fidel, que costuma ser um personagem que domina qualquer ambiente, gagueja diante daquela figura que nem o deixa falar. O que, com Fidel, reconheçamos, é uma proeza. E ouve, completamente sem jeito, a “bronca” cheia de agradecimentos ao apoio de Cuba à reconstrução da África negra.

Um momento gentil de um gigante fazendo outro gigante se encolher. E que torna os dois maiores ainda.

Dep. Brizola Neto
Luz é Amor
Amor é Luz
Mara

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domingo, 17 de julho de 2011

Quem são os Piratas? Ou de como o Ocidente está saqueando e poluindo o mar da Somália

Postado pelo blog do Bourdoukan

Um vídeo para ser exibido em todas as escolas. Com legendas em português.


Luz é Amor
Amor é Luz
Mara

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sábado, 2 de julho de 2011

Geobiologia


A tensão geopática e seus efeitos sobre a saúde humana, problemas e soluções

Por Michael Stodola

A geobiologia é o estudo da influência das "energias da Terra" sobre todas as formas de vida. A Terra é atravessada por linhas ou meridianos de energia eletromagnética que têm uma poderosa influência sobre as coisas vivas.

Os cientistas provaram que essa energia invisível passa através de toda a matéria, afetando todo sistema vivo no planeta, de maneira negativa ou positiva. O homem é uma criatura eletromagnética, e cada uma das células do sistema vivo é uma bateria elétrica. O sistema elétrico é refletido ainda mais sutilmente enquanto aura humana, que é um campo elétrico que pode ser fotografado e medido.

Reconhecendo esses fenômenos, os geobiólogos trabalham para assegurar que a área onde as pessoas vivem esteja livre de "estresse geopático", ou zonas de energia que conflitem com organismos vivos ou lhes causem dano. As pessoas presumem corretamente que esse trabalho é semelhante à prática oriental do "feng shui".

A principal diferença é que o biólogo trabalha com campos e linhas de energia negativa encontráveis, que ele ou ela então neutralizam ou interrompem, para limpar o ambiente. Isso pode ser chamado de balanceamento (equilíbrio) da energia, e dirige-se apenas àqueles aspectos negativos que interagem danosamente com o mundo eletromagnético em torno de nossos corpos biomagnéticos. Portanto, o estresse do corpo é muitas vezes causado por um estímulo geobiológico; daí o termo estresse geopático.

Uma lista parcial de estresses geopáticos incluiriam perturbações do sono, formigamentos, dormência e/ou dores nos braços e pernas, fadiga crônica, dores e inchaços, tonturas, dores de cabeça freqüentes, problemas de visão, desorientação, perda de memória, instabilidade, estresse, náusea, incapacidade para sarar, alergias, ciclos menstruais problemáticos, ansiedade, desatenção, resistência a tratamento médico, incapacidade de absorver vitaminas e sais minerais, ADD, hiperatividade, depressão e uma sensação geral de mal estar.

A fim de compreender isso, simplesmente visualizem as zonas de energia "negativas para os humanos", que são áreas que atrapalham o campo áurico e eletromagnético do corpo e assim comprometem os sistemas humanos mental e/ou imunológico.

A comunidade científica está definitivamente a par

A relação científica inclui:
Duhlich Health Society. Rolph Gordon, 120 Gipsy Hill, SE191PL, Londres:
Pesquisas confirmam... 90% de todos os cânceres da cervical, seios e pulmões são confirmados como Estresse Geopático. Em quase todos os casos de suicídio, o Estresse Geopático estava presente. O sofrimento é aliviado quando o Estresse Geopático é liberado.

Dr. Otto Bergman. Professor da Universidade da Áustria:
989 pessoas testadas durante dois anos. 462.421 medições efetuadas em 6.942 testes individuais. Sedimentação sangüínea, condutividade elétrica de pontos dos músculos, pressão sangüínea, batimentos cardíacos, respiração, resistência da pele e circulação do sangue. Determinaram: terríveis conseqüências da exposição a Zonas Geopáticas durante muitos anos.

Dr. Palle Gad. Cirurgião em Ashus, Dinamarca:
SMSI (Síndrome da Morte Súbita Infantil). 14 de 16 mortes atribuídas a berços em Zonas Geopáticas. Segundo a lei das probabilidades, apenas de um a dois deveriam ter sido encontrados em lugares de Estresse Geopático. Mais de 3.000 casos de morte por essa síndrome, na Inglaterra. Quantas nos Estados Unidos?

Dra. Enid Worsch. Professora. 1990:
De cerca de 600 casos de cânceres, menos de 5% não tinham conexão com o Estresse Geopático.

Dr. E. Hartman. Mais de 30 anos de prática:
"O CÂNCER É UMA DOENÇA DE LOCAL, desencadeada pelo Estresse Geopático. Todos nós produzimos células cancerosas regularmente, mas elas são continuamente destruídas pelo sistema imunológico de nosso corpo. O Estresse Geopático não causa o câncer, porém enfraquece nosso sistema imunológico."

Roger A Rose. FIMCS, MAA, MS, BIO-MED, Dunstable, Inglaterra:
Mais de 50 pacientes de Encefalomielite Miálica nos últimos 3 anos (Síndrome da Fadiga Pós-Viral). Todos os pacientes estavam geopaticamente estressados. Isso precisou ser levado em consideração antes que qualquer progresso pudesse ser feito. O Estresse Geopático ataca o sistema imunológico. Quase sempre o baço e a tiróide são encontrados enfraquecidos.

Van Pohl... O "Grande Velho" do Estresse Geopático:
Na década de 20 ele avaliou que 8% de todos os lugares eram Geopáticamente Estressados.

À luz desse crescente corpo de informações, é hora de começarmos a prestar atenção e a oferecer soluções ao problema do estresse geopático. Estamos cuidando dessas linhas de energia "negativas para os humanos", em um esforço para tornar nosso ambiente de vida e de trabalho mais seguro.

Um dos métodos, de longe o mais comum, é pesquisar (com auxílio de varinha) essas linhas negativas na propriedade e mapeá-las para mostrar a direção do fluxo e os pontos de intersecção. Essas intersecções, ou pontos de cruzamento, são as áreas mais perigosas para a saúde humana.

O cruzamento de energia cria um giro na direção contrária à do relógio, que é extra tóxico para nossos sistemas. No passado, a cura consistia em mudar as camas e cadeiras para fora dos pontos de cruzamento. Nunca se quer passar muito tempo em um ponto de cruzamento.

Soluções posteriores envolveram a acupuntura terrestre, que consiste em colocar-se varas no chão para interceptar e expelir a energia antes que ela possa atingir a casa ou o terreno. Isso exige a completa determinação ao longo do perímetro da propriedade e um bloqueio de todas as energias negativas que fluem na área.

É preciso muito cuidado para determinar onde as linhas estão entrando e bloquear quatro tipos, incluindo: linhas de Estresse Geopático negativo, linhas Hartman negativas, linhas de energias negativas Humanas e Pessoais.

Duas varas de pesquisar água, recobertas de cobre, podem então ser inseridas no chão através da linha, para interromper seu fluxo. A tradição do feng shui utiliza métodos diferentes para lidar com algumas dessas "Linhas do Dragão", mas esse é um estudo separado. A limpeza dévica é usada por alguns e isso será apresentado aqui.

Os devas e as limpezas dévicas

O dicionário define devas como forças invisíveis – os brilhantes, uma das forças boas da mitologia. Eles são também chamados de construtores invisíveis por detrás de toda forma manifestada. Muitas vezes são imaginados como se fossem anjos menores.

Esse domínio dévico é paralelo ao domínio humano e é um reino hierárquico, que inclui elementais, fadas gnomos, espíritos da água e dos jardins, espíritos da natureza e devas de vários níveis. Agora existem também energias dévicas refletindo nossas criações eletrônicas e técnicas.

Essa energia pode ser contatada! Ela tem consciência! Está constantemente operando em toda a nossa volta, lidando com as energias de criação e de materialização. É uma força sutil e tudo sem exceção contém uma vida dévica.

Em sua ignorância dessas forças, a humanidade danificou esse mundo sutil, fazendo com que a energia negativa eletromagnética tivesse que ser canalizada e/ou armazenada na Mãe Terra. Essa comunidade dévica foi encarregada dessa tarefa e teve que assumir um papel de zeladores da área para a qual foram designados.

Algumas pessoas desenvolveram contato com o reino dévico e estão trabalhando para melhorar o ambiente. Isso é um processo co-criativo, no qual os devas são liberados de limitações passadas impostas a eles por ações anteriores da humanidade.

Os devas sempre estiveram ligados a um lugar, enquanto a humanidade teve livre arbítrio sem responsabilidade por suas ações sobre o meio ambiente. Agora, através de um espírito de co-criação, os devas podem ser conclamados para limpar todos os tipos de estresse geopático, linhas de energia negativa, linhas Hartman, linhas de energia pessoal negativas e outras formas de energia emocional negativa ou limitadora que foram acumuladas em uma propriedade.

Esse processo é levado a efeito pelos devas quando requisitados e as limpezas assim efetuadas são mensuráveis ao pesquisar e sentir a mudança em um determinado ambiente.

A Harmonia criada por uma limpeza ajuda tanto a humanidade quanto os devas. Mais detalhes sobre todos os processos envolvidos podem ser obtidos de alguém treinado na arte da Limpeza Dévica. Sabendo-se que as limpezas são realizadas no nível etérico antes de se manifestarem em nosso nível, elas podem ser feitas no local ou a distância.

Fonte: Revista Amaluz

Luz é Amor
Maror é Luz
Mara


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A busca do significado das estruturas piramidais de Marte


Elas detêm a chave da existência do homem?

J.J. Hurtak, Ph.D., Ph.D.,
Copyright © 1973, 1976, 2006 J.J. Hurtak

 J.J. Hurtak
Há quinhentos anos os seres humanos eram considerados o topo da criação e o seu planeta Terra era proclamado o centro do universo. Esta visão mudou há quatrocentos anos com Copérnico e as mudanças prosseguem com a descoberta pelo Mars Global Surveyor de evidências de atividade fluvial prévia em Marte; a descoberta de cristais de gelo pela Mars Odyssey; a exploração do subsolo marciano pela Mars Express com a tecnologia MARSIS; os veículos-robôs da missão MER; e o futuro projeto Phoenix de 2007.

O texto a seguir é um trecho de um artigo deste autor publicado em 1976 que trata da possibilidade de certas anomalias iniciarem um capítulo intenso na investigação da humanidade sobre as suas origens cósmicas e sobre o significado de certas analogias piramidais no planeta Terra:

O hiato histórico entre os documentos antigos que constatam alguma forma de visita extraterrestre e a nossa atual busca por um “paradigma extraterrestre viável” está agora sendo vencido com as descobertas pela sonda Mariner 9 de estruturas piramidais extraordinárias em Marte. A espaçonave Mariner 9 que chegou em Marte em 11 de novembro de 1971 circunavegou o planeta 698 vezes em 349 dias, reunindo uma profusão de dados científicos que mudaram todos os conceitos anteriores a respeito de Marte. Por um período que cobriu mais da metade de um ano marciano, a espaçonave fez um levantamento instrumental do planeta que acompanhou a mudança das estações com as suas câmeras. [1]

Além das fotografias tiradas pela Mariner 9 a uma altitude de 1.650 quilômetros que mostram um vale de 4.000 quilômetros de comprimento como indício de que pode ter havido água corrente ao longo da história geológica de Marte, uma série de pirâmides tetraédricas também foi observada. Estas pirâmides de Marte aparecem agrupadas em torno das proximidades da latitude 15,258 e longitude 198,425, numa planície meio desolada. A comparação de duas fotografias, uma tirada de um ângulo de visão de 6,018 graus em 8 de fevereiro de 1972 e a outra, de 37,510 graus em 7 de agosto de 1972 mostra tetraedros quase perfeitos de duas categorias observados de duas direções e em momentos diferentes em que o Sol se encontrava bem acima do horizonte. Elas exibem faces piramidais de uma exatidão impressionante, uma evidência de que estas pirâmides não fazem parte de fenômenos naturais. [2]

Sabemos pelo trabalho do ganhador do Prêmio Nobel da Paz Jacques Monad que a mãe natureza não cria realidades superficiais em linhas retas nem em padrões repetitivos, mas aqui na região do Quadrângulo Elysium em Marte temos conjuntos de pirâmides em padrões repetitivos exatos numa distância matemática que parece ser idêntica entre os conjuntos. Será que estas estruturas calculadas em torno de 700 e 800 vezes o volume da Grande Pirâmide do Egito fazem parte de uma história evolutiva anterior, de algum outro mecanismo de vida no universo local? [3]


É fato demonstrado que ao longo da história geológica de Marte metade do planeta se desordenou com grandes vulcões que se abriram para o céu marciano e com as lavas que ali correram. Em algum ponto ao longo dos três e meio bilhões de anos da história de Marte, e provavelmente num período bem recente, jorravam pela superfície de Marte enormes quantidades de água que provocaram a erosão de imensos bancos aluviais. No entanto, num planeta geologicamente ativo com montanhas e caldeiras vulcânicas maiores que quaisquer outras na Terra, as fotos da Mariner 9 B MTVS 4205-77 DAS 0779453 e MTVS 4296-24 DAS 12985881, tiradas da parte centro-leste do Quadrângulo Elysium, mostraram um conjunto perfeito de estruturas piramidais tetraédricas que são incomuns demais para serem resultado de formações naturais.

Assim como Carl Sagan e outros, eu salientei que as estruturas piramidais não-artificiais podem ser explicadas por um dos seguintes mecanismos:

(1) O facetamento pelo vento de cones vulcânicos, serras formadas do fluxo de lava, e geomorfologias alongadas por tempestades de ventos predominantes. Estes ventos ou poderiam ser parte de um padrão de circulação predominante de Marte, ou de tempestades de areia de longa duração.

(2) Recobrimento do manto de intemperismo por resíduos de erosão, seja de filões resistentes, seja de sedimentos infiltrados, seja de outras formas de leito rochoso, com aspecto piramidal.

(3) Possível ação glacial que tenha esculpido formas semelhantes às agulhas glaciais alpinas da Terra.

(4) Rotação de blocos de lava solidificados na lava liquefeita subjacente. A inclinação desses blocos solidificados poderia expor arestas pela protuberância acima do campo de lava.


Contudo, um exame mais de perto com a ampliação das imagens mostra os detalhes de paredes e estruturas paralelas construídas exatamente acima da linha da água conforme concluiu o US Geological Survey (Órgão de Análise Geológica dos EUA) com relação à superfície em Marte. [4] Os soviéticos, na verdade, chegaram a uma conclusão oposta a dos americanos sobre a questão de vida evolutiva prévia em Marte ao reprocessarem os dados da NASA e os mais de 54 mil quadros fotográficos da Mariner 9.

Outros argumentos foram apresentados por geólogos tradicionais de que as formações montanhosas incomuns no altiplano peruano fornecem uma analogia para as estruturas piramidais marcianas facetadas pelo vento. Contudo, uma pesquisa mais ampla mostra conjuntos piramidais não-naturais aglomerados em Chancay, Jequetepeque, Viru, etc., nas áreas peruanas circunjacentes. Tem ficado claro que muitos conjuntos de morros, até agora descobertos no Peru, não podem ser descartados como anomalias geológicas, pois ao se pesquisar um pouco mais se descobre que muitos eram na realidade complexos astronômicos de calendários construídos há muitos milênios.

Comparada com a malha de conjuntos piramidais do Quadrângulo Elysium de Marte, a área peruana não corrobora os argumentos de que as pirâmides sejam resultado de um recobrimento do manto de intemperismo por resíduos de erosão, seja de filões resistentes, seja de sedimentos infiltrados, seja de outras formas de leito rochoso. Nem existem quaisquer falhas rochosas visíveis que indiquem controles estruturais relacionados à formação da malha das quatro pirâmides tetraédricas. Um sítio de múltiplas estruturas piramidais sugere a necessidade de atualizar os argumentos da geomorfologia. [5]

A atenção ainda se volta para as impressionantes anomalias de estruturas piramidais em bordas de crateras como as captadas pelas câmeras da Mariner 9 numa localidade próxima ao Pólo Sul de Marte (quadro original B 1417-160341 renomeado como 42125) que mostra diversas unidades distribuídas em malha pelo planalto, estruturas semelhantes a caixas de vários quilômetros cada com fortificações elevadas possivelmente usadas como uma área experimental para um bioma, ou como algum tipo de padrão reticular para a coleta de informação que foi destruído por uma mudança cataclísmica. Este sítio foi apelidado pela NASA de “Cidade Inca”. Um exame mais de perto das imagens aéreas mostra semelhanças com Macchu Picchu no Peru. Quantos arqueólogos profissionais já teriam ouvido sobre o sítio de Morro Solar? Ele fica a 1,5 km de Las Palmas, nos arredores de Lima, e revela hectares de construções científicas e um elaborado sistema hidráulico virtualmente desconhecido pelo mundo científico. Quantos sabem a respeito das vinte e cinco pirâmides de Apurle a noroeste do Peru? Jack West [6], um arqueólogo contemporâneo, divulgou recentemente ilustrações que mostram vestígios de pequenas pirâmides dentro das montanhas peruanas de forma piramidal. Um número cada vez maior de evidências arqueológicas tem demonstrado que aquilo que os geólogos há séculos pensavam ser montanhas na verdade estão se revelando artefatos piramidais de milênios atrás.

Foram identificadas no Quadrângulo Elysium de Marte estruturas piramidais cujas dimensões da base alcançam em média de 3 a 6 km de diâmetro. Os processos geológicos que poderiam provocar essas características não forneceram uma explicação científica satisfatória para algumas das pirâmides. Assim, precisamos ter em mente que o que pode aparentar ser um morro natural visto do céu pode ser um artefato piramidal.

Talvez, em vez de nos prepararmos para as atuais sondagens de microinteligência em Marte, devêssemos nos preparar para um exame de perto das estruturas piramidais como modelos para análogos biomagnéticos. As malhas piramidais marcianas e egípcias podem ser modelos que nos preparam para encontrarmos os arquitetos superiores do nosso universo circunvizinho. Talvez a pirâmide seja um artefato do futuro.

...........................................................

[1] Hurtak, J.J. (1976) "The Meaning of the Pyramids on Mars" em Beyond Reality. Março-Abril de 1976.

[2] Hurtak, J.J. (1973) Ilustração e detalhes dos tetraedros publicados pela primeira vez no Livro do Conhecimento: As Chaves de Enoch®, Los Gatos, Academia para Ciência Futura, pp. 35-36.

[3] Dolphin, Lambert. (1974) Conversa particular no Instituto de Pesquisa Stanford, Menlo Park, CA.

[4] Mazursky, Harold. (1976) Conversa particular no USGS Office. Flagstaff, AZ. Mazursky foi considerado uma das principais autoridades sobre Marte e as Missões Viking 1 e 2.

[5] Sagan, Carl. (1973) “Sandstorms and eolian erosion on Mars" no Journal of Geophysical Res. 78. pp. 4155-4162.

[6] West. Jack (1972) Trial of the Stick of Joseph . Sacramento: Rich Publishing House.

Fonte: Chaves de Enoch

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Mara



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sábado, 18 de junho de 2011

Loreena McKennitt - She Moved Through The Fair

Loreena McKennitt - She Moved Through The Fair from jeisten dou on Vimeo.


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Um ano sem Saramago, a voz cortante da verdade

Postado por Tijolaço



Hoje, faz um ano da morte de José Saramago, talvez a maior expressão da literatura de língua portuguesa da atualidade. A homenagem que o Tijolaço presta ao homem que teve hoje suas cinzas depositadas em frente ao rio Tejo, pela sua viúva, a espanhola Pilar del Río diante do local onde funcionará a Fundação José Saramago e ao lado da oliveira de que ele fala em seu livro “As pequenas Memórias”, trazida de sua aldeia natal, Azinhaga do Ribatejo e replantada em Lisboa.
Ouça, aí em cima, as palavras de Saramago sobre a democracia e a limitação dos poderes do povo.

Dep. Brizola Neto

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quinta-feira, 9 de junho de 2011

Gaia: Uma viagem pela perspectiva do espaço


Ative a legenda levando o mouse até "cc", depois clique em "Traduzir legenda" e, em seguida, escolha o idioma a ser traduzido.

Fonte: SpaceRip

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quarta-feira, 1 de junho de 2011

Auroville: A cidade dos sonhos

Publicado pela revista Bons Fluídos

Conheça a Auroville, uma comunidade no sul da Índia, que busca a unidade entre os homens, investe em tecnologias sustentáveis e tem uma arquitetura contemporânea

por Cecília Reis

As construções, como o Centro dos Visitantes, não seguem qualquer padrão e expressam a multiplicidade de visões dos moradores. Aí acontecem shows, exposições, e é onde ficam as lojas
Foto: Cortesia Auroville-OutreachMedia
Cidade universal, ponte entre o passado e o futuro, caminho de transformação... Auroville já mereceu incontáveis definições, na tentativa de sintetizar o que ela representa. Para a designer paulista Ruth Reis, que acaba de desembarcar de uma viagem à Índia, a melhor palavra é esperança: "É possível viver de um jeito simples e natural, sem tanta angústia nem pressa".

Há 40 anos plantada na região de Villupuram, no Estado de Tamil Nadu, a cidade que surgiu do sonho de um filósofo hindu, Sri Aurobindo, que perseguia o sentido da vida e acreditava que o caminho para conquistar a paz e o equilíbrio seria a união entre os homens. Debruçada sobre a Baía de Bengala, que engloba quase 100 vilas espalhadas por uma área de 20 quilômetros quadrados, com uma população estimada em 3 mil pessoas originárias de mais de 45 países - apenas metade dos habitantes é indiana. "É um lugar onde se vive pacificamente, somando em vez de competir", diz Ruth.
Localização de Auroville

"Auroville simboliza a procura de liberdade, e a liberdade sempre desafia a ordem. O projeto só poderia acontecer na Índia, onde impera o caos, as buzinas não param de tocar, vacas e gente se misturam aos carros num trânsito de enlouquecer até paulistano. Um país sem regras, palco da diversidade mais absoluta, em que a tecnologia de ponta convive com uma cultura riquíssima em tradições," completa.

Se estivesse vivo, Sri Aurobindo, o grande pai dessa comunidade, com certeza concordaria. Ele mesmo definia a Índia como uma "divina anarquia", um ambiente de extrema complexidade, que inspira viver intensamente a experiência humana. Ele ainda dizia: "O homem tem de tomar consciência de seu ser interior e só depois se organizar espontaneamente, sem se submeter a leis externas a seu espírito". O mestre, autor de vários trabalhos espirituais, defendia o direito de cada um identificar seus rumos, mas lembrava que para tanto é preciso se libertar da autoridade do ego. Auroville foi pensada como um cenário que estimulasse justamente essas conquistas.

Vida real

Liberdade é o mantra. Mas que não se confunda Auroville com a ideologia do flower power dos anos 1960. "A cidade não tem nada a ver com as antigas coletividades hippies, onde se vivia na ilusão, sem fundamentos nem propósitos", afirma o professor de ioga Marco Schultz, de Florianópolis, Santa Catarina, que há mais de 12 anos lidera grupos de estudo em viagens a centros de peregrinação espiritual.

"Aos hippies faltava ética. Em Auroville se exercita a consciência", diz. Além disso, havia naquelas tribos um desprezo visceral pelo conforto - considerado supérfluo - e pela produtividade. Nesse projeto não é pecado produzir, muito menos consumir. "A rotina é concreta", afirma Ruth.

Para sobreviver é preciso trabalhar, pagar impostos (33% da renda vai para a comunidade) e estresse não é uma palavra rara. Em contrapartida, há a certeza de que se pode contar com o outro e que a ele devemos nossa solidariedade. "A comunidade tem diretrizes pautadas no bem comum. A propriedade é coletiva e a administração cabe a um conselho composto por um representante do governo da Índia, um conselheiro internacional e os moradores. A proposta é colocar o ego a serviço da consciência e empenhado na busca pela unidade", diz Schultz.


O Matrimandir, espécie de templo, ocupa essa esfera metálica dourada, no centro da cidade. 
Sua arquitetura grandiosa domina a área da paz, como é chamado esse pedaço da urbe
Foto: Cortesia Auroville-OutreachMedia

Este é o caminho

Ali, vive-se na contramão do capitalismo. Crescer não é a prioridade. Qualidade de vida, isso sim é uma aspiração imediata.

Apesar do tom esotérico, essa busca pela consciência não se atém a uma religião. Aliás, a proposta é a não religião que abriga todas as formas de fé sem impor nenhuma.

Há abertura para todos os homens de sabedoria, mas não se deve limitar a uma tradição religiosa. Não há gurus nem dogmas. "A Mãe é uma inspiração. Porém, a responsabilidade de nossas próprias ações é individual", afirma Schultz.

Visitar o Matrimandir evidencia esse valor. A construção em forma de esfera, dourada, é um templo sem deuses, silencioso, que concentra uma energia feminina ligada à força da criação e a valores como compaixão, leveza e amorosidade. O único barulho é o da água corrente, que embala a meditação, prática hinduísta adotada como canal de autoconhecimento. "Para ser livre é importante entrar em contato consigo mesmo", diz Schultz.


O metal dourado do Matrimandir reflete a luz do sol, criando um efeito mágico na cidade. Na foto ao lado, o Centro Financeiro, espécie de banco e núcleo de negócios que administra o dinheiro dos moradores e orienta o uso dos impostos e das doações que a cidade recebe
Foto: Cortesia Auroville-OutreachMedia

Desafios

Calma, mas conectada, a comunidade imaginada pelo mestre está em perfeita sintonia com a tecnologia, o design e ainteligência do mundo contemporâneo. Há um estímulo especial a práticas sustentáveis, como o uso de bambu na arquitetura e a ampliação das diferentes formas de energia solar.

Muitos quilômetros de floresta foram replantados, a fauna foi reintroduzida, o uso sustentável de água e energia virou prática, e há uma campanha constante para reciclagem e redução dos resíduos.

Nas escolas - são seis, atendendo crianças de todas as vilas -, a pedagogia da livre escolha permite optar por matérias, de modo que cada aluno descubra seu potencial. Esportes e arte são altamente valorizados. Apesar das concepções que regem a comunidade, Auroville enfrenta as mesmas questões de outras cidades do mundo. Surpreendentemente, há vestígios de violência e destruição.

O sonho de Aurobindo caminha lentamente, dependente de doações do governo da Índia, de ONGs e de pessoas de boa vontade. Para os otimistas, como a designer Ruth Reis, esses passos vagarosos representam uma nova percepção global. Ela enaltece a cidade-laboratório, em que se experimentam novos modelos de convivência e de vida urbana, tão necessários ante a falência em que as cidades se encontram.

Mais Imagens de Auroville:


Sri Aurobindo
Auroville: Projetada no formato de uma galáxia







Auroville
Auroville















Auroville

Luz é Amor
Amor é Luz
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quarta-feira, 18 de maio de 2011

Matias De Stefano - A Herança Universal


Tragam o céu para a Terra e devolvam sua Luz ao céu".
O jovem índigo argentino Matias De Stefano, 22, encarnou na Terra trazendo consigo as lembranças de suas vidas passadas e a compreensão das leis do Universo.
Neste vídeo, de 1h10min, ele fala sobre temas que desde sempre foram questionados pelo homem terrestre: Como funciona o Universo? Existe o bem e o mal? Conhecemos realmente toda a história da humanidade? Como o Ser Humano apareceu? Deus existe? O que é o Espírito? O que vai acontecer em 2012? Quem são as crianças índigo? Será que a Atlântida existiu? De onde viemos? Para onde vamos? Qual é o propósito de tudo isso?

Luz é Amor
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Mara

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terça-feira, 10 de maio de 2011

Terje Sorgjerd: A Montanha


O fotógrafo norueguês Terje Sørgjerd captou imagens espetaculares da evolução da Via Láctea no céu em diversas fases do dia. As imagens foram captadas a partir do topo da montanha de El Teide (3.718 m), no parque nacional de mesmo nome localizado nas ilhas Canárias.

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domingo, 24 de abril de 2011

Sai Baba: "Ame a Todos, Sirva a Todos"


"A vida humana é uma viagem do "Eu" ao "Nós". Esta viagem é sutil e a meta é muito próxima, mas o homem leva muitos nascimentos para alcançar o destino. Assim como você muda sua roupa, você também tem que mudar seu corpo, um dia ou outro. 

Esta é a razão de se dizer que "a morte é a vestimenta da vida". Aquilo que é responsável pelo nascimento é responsável, também, pela morte. 

Este corpo é como uma nuvem passageira. Enquanto houver vida no corpo, use-a no serviço aos outros. Empenhe-se no serviço até a última respiração. 

O serviço ao homem é serviço a Deus. Tenha controle sobre seus sentidos; sem esta disciplina, todo seu serviço será inútil".

Sathya Sai Baba 
23.11.1926 / 24.04.2011


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terça-feira, 19 de abril de 2011

Aos índios, com quem fomos tão selvagens


Postado por Tijolaço

Hoje é o Dia do Índio, dia dos donos originais desta terra Brasil. Criado em 1943, por Getúlio Vargas, o dia de homenagem é a data do primeiro Congresso Indigenista, realizado em 1940, no México, quando foi fundado o Instituto Indigenista Interamericano, ao qual nosso país aderiu por iniciativa do Marechal Cândido Rondon.

Nossos 500 anos de história oficial – porque da história deles, dos brasileiros pré-Cabral, quase nada se conhece – foi de destruição de suas aldeias, de suas culturas, de suas vidas.

Rendo a eles uma homenagem melhor do que qualquer uma que eu poderia prestar. A de Darcy Ribeiro, que com eles conviveu e a eles amou e respeitou como poucos fizeram. O vídeo que posto acima, o primeiro dos dez capítulos de “O povo brasileiro”, de Isa Ferraz, é uma narrativa quase poética, como sabia fazer Darcy, dos primeiros filhos desta terra, Brasil.

Brizola Neto


Fonte:   mtjes e mauduto

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domingo, 17 de abril de 2011

É possível conversar com os anjos?

Aprenda a entrar em contato com o seu anjo anterior e receba vibrantes energias celestiais

Publicado por Bons Fluidos

Texto de Liane Alves

"Os anjos têm todas as propriedades da luz: velocidade, brilho e o poder de curar e penetrar a escuridão", Terry Lynn Taylor, autora de "Anjos, Mensageiros da Luz"

Desde o relato bíblico do profeta Ezequiel, que viu a incessante subida e descida angélica aos céus e o trono de Deus rodeado por seres de luz intensa, até experiências recentes, as histórias entre anjos e homens ainda nos causam espanto. Elas são tantas e tão diversificadas que poderiam render vários livros. Sem falar nas pessoas que dizem ter contato com eles e que são capazes de sentir sua presença, sem necessariamente vê-los. "Os anjos podem se manifestar sempre que alguém entra numa busca espiritual intensa. Foi o que aconteceu comigo, e o que normalmente também ocorre com outras pessoas", afirma Sonia Café, autora do livro de bolso Meditando com os Anjos (ed. Pensamento).

Criados por Deus nos início dos tempos, esses mensageiros do amor e da alegria obedecem a uma hierarquia dividida em nove classes, que vão desde os seres mais ligados a nós, como os anjos e os arcanjos, até as grandes inteligências celestes próximas ao Criador, como os querubins e os serafins.

Existem ainda os anjos internos, que vivem dentro de cada um de nós e estão ligados à parte superior de nossa alma. "Em cada um existe um outro que não conhecemos. Ele pode se dirigir a nós em sonhos, e nos contar como nos vê de modo diverso daquele que nós nos enxergamos", escreveu o criador da psicologia analítica Carl Gustav Jung em seu livro "Memórias, Sonhos e Reflexões" (ed. Nova Fronteira). "Quando, portanto, encontramo-nos numa situação difícil, para a qual não há solução, às vezes ele pode acender uma luz que altera radicalmente nossa atitude - a própria atitude que nos levou àquela situação."

O anjo em nós

Essa presença interna superior também foi chamada de "anjo" por um grupo de quatro jovens húngaros durante a Segunda Guerra Mundial. Eles foram capazes de acessá-la, graças aos ensinamentos das próprias entidades celestiais. "Com os anjos aprendemos a dialogar com nosso mestre interior, que nos abre uma possibilidade completamente diferente daquela que vislumbramos quando olhamos para a nossa vida", afirma a francesa Patricia Montaud, que viveu durante dez anos com uma sobrevivente desse grupo, a ex-campeã de natação e heroína de guerra Gitta Mallasz.

"A busca espiritual nos leva ao encontro de 'presenças' especiais que possam nos orientar e ajudar", Sônia Café, escritora

O diálogo com o nosso anjo interior

Gitta Mallasz, que recebeu comunicações do seu anjo (ou mestre interior) durante a Segunda Guerra Mundial, ensinou a Patricia Montaud como entrar em contato com nossa metade luz, algumas vezes classificada de Eu Superior. É possível obter essa comunicação com base nas pequenas dores de cada dia, naquele sentimento que raspa o peito sem sabermos direito o que é. Dar um nome a ele, conseguir aliviá-lo é o bálsamo que o anjo pode nos oferecer.

A partir disso, é possível tomar uma nova atitude ante o sofrimento. Para chegar a esse ponto é preciso atravessar quatro etapas:

1. Silêncio
É necessário um momento de tranquilidade para acalmar os pensamentos e a turbulência emocional antes de se iniciar o diálogo. Cinco a dez minutos são suficientes.

2. Pergunta
Aqui, devemos procurar dentro de nós a dúvida verdadeira para questionar o anjo, sempre com base em uma dor vivida no cotidiano. O que, de verdade, preciso indagar para aliviar essa dor que me machuca? Exatamente o que provoca esse sofrimento? A pergunta precisa estar baseada na nossa mais íntima verdade, sem acusações contra o outro, sem julgamento contra nós. "É resolvendo as pequenas dores que poderemos ir desvendando os problemas mais complexos. Elas nos indicam o caminho da libertação de nossos bloqueios", diz Patricia Montaud. "Muitas vezes a pergunta correta não surge imediatamente, e é preciso 'esquentá-la' com questões adicionais até chegarmos à questão certeira", afirma.

Por exemplo: a dúvida pode estar ligada à dor provocada por uma resposta dura e agressiva recebida de um colega de trabalho. Pergunta-se, então, por que me sinto assim? O que naquela pessoa me incomoda? Em que ocasião no passado já me senti dessa maneira? E, assim por diante, até chegar à pergunta justa. Ela pode ser, nesse caso: "Por que me sinto acuada e sem ação toda vez que alguém me responde com agressividade?".

3. Resposta
É a resposta do anjo interno, o diálogo com ele. Ela pode vir por meio de uma lembrança de infância, de um sonho, de um insight, de uma imagem, de uma voz interior. Quando a pergunta é adequada, a resposta chega como um bálsamo que alivia o peito imediatamente. No nosso exemplo, pode ser uma visão em que vejo minha mãe me acusar agressivamente de algo que não fiz, mas que não sei como provar o contrário.

4. Ato
É a parte mais importante do trabalho: o que poderemos fazer para nos libertar dessa dor. Pode ser algo simbólico, como colocar na carteira a foto de um advogado de defesa brilhante que atuou num filme, como se ele estivesse sempre pronto a atuar, em caso de necessidade. O ato, que tem sentido só para quem sofreu isso na pele, carrega em si a possibilidade de devolver a tranquilidade e a capacidade normal de agir e responder. Ou seja, ele tem a habilidade de trazer uma solução interna para um problema que se torna, então, consciente e administrável. E assim se cumpre uma das funções angelicais: ajudar-nos a ter o coração mais leve, para que possamos receber o amor de Deus e assim cumprir a tarefa individual de cada um sobre a Terra.

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sábado, 16 de abril de 2011

Série Carl Sagan

Postado por Com Texto Livre


Vídeo 1: A fronteira estava em toda parte
Vídeo 2: A vida procura por vida
Vídeo 3: Uma fábula reconfortante

Fonte: BuleVoador

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sábado, 9 de abril de 2011

Os cinco passos do caminho espiritual

Foto: h.koppdelaney

Conheça as etapas da jornada em busca de um outro sentido para a vida


por Liane Alves, Revista Bons Fluídos

No começo, um sentimento de que alguma coisa não vai bem. A vida pode estar até muito boa, mas parece sem sentido. Nesses momentos angustiantes, nos sentimos em um beco sem saída. O coração clama por mais alívio e paz, não mais com base no que nos oferece o mundo material, mas a partir de algo mais profundo.

Assim, inicia-se uma jornada que pode levar anos até a chegada a um porto seguro. Essa viagem interna tem alguns estágios. Vamos traçá-los em etapas, com os alertas necessários e as grandes alegrias que podemos encontrar nesse caminho.

1. A inquietação
Pode surgir ainda na juventude, quando um leque de caminhos se apresenta à nossa frente. Ou mais tarde, quando surgem as perguntas existenciais: qual o sentido da vida? Quem sou eu? As crises também podem nos puxar para essa reflexão, que nos impulsiona a encontrar uma via capaz de atender às necessidades do espírito.

Outro momento de inquietação ocorre na meia-idade, quando pode iniciar-se uma busca de um sentido mais profundo para a vida. "Até os 35, 40 anos, a existência é totalmente voltada para fora: trabalhar, procriar, produzir. Na segunda metade da vida, começa a jornada para o mundo interno, e para a busca de uma espiritualidade mais intensa", escreveram as autoras inglesas Anne Brennan e Janice Brewi no livro "Arquétipos Jungianos - A Espiritualidade na Meia-idade" (ed. Madras). É outra fase de grande inquietação, que vai apressar e favorecer a fase seguinte.

2. O chamado
De repente, em meio a esse incômodo interno, recebemos um chamado: algum ensinamento espiritual nos toca. Nesse momento, ele responde a todas as nossas perguntas.

 Foto: h.koppdelaney
Podemos continuar a vida inteira em contato com ele, mas o mais provável é que esse caminho deixe de ser satisfatório. Foi o que aconteceu com a tradutora Virginia Murano. "No meu caminho espiritual inicial, provei um amor imediato". Por um momento, a escolha se revelou acertada, mas, em alguns anos, tornou-se decepção. "Rompi com a religião por uns 30 anos. Não conseguia compreender que a espiritualidade não precisasse estar atrelada necessariamente a uma linha religiosa tradicional."

"Um praticante deve olhar para uma via espiritual apenas como um percurso para chegar a um destino", ensina um líder budista

3. Os primeiros passos
Antes de se entregar totalmente a uma linha espiritual, é necessário um tempo para averiguar a escolha.

Sister Mohini Panjabi, da Organização Brahma Kumaris, dá conselhos essenciais sobre os cuidados nessa entrega. "A busca pode vir acompanhada de ansiedade e devoção cega, pois algumas pessoas se entregam muito rapidamente, e de forma emocional, a certas práticas sem avaliar de maneira objetiva os benefícios que podem experimentar e os riscos que podem correr", afirma.

Para avaliar melhor a escolha, ela nos aconselha a verificar onde o dinheiro é empregado e qual o comportamento moral e ético dos seus líderes. "É igualmente bom saber se essa linha espiritual estimula uma interação compassiva com o mundo ou se mantém uma ação social de serviço", diz a iogue indiana.

4. Os riscos
Praticante com mais de 40 anos de busca espiritual, o gerente administrativo paulista Jairo Graciano dá outras indicações valiosas: "É preciso pesquisar na internet toda informação a respeito do grupo escolhido, ler seus livros e folhetos com distanciamento. Nosso lado racional e crítico pode ajudar nessa hora".

Uma de suas experiências ruins ocorreu com um mestre, muito cordial e extrovertido, que se dizia seguidor de um grande líder espiritual indiano (este sim, verdadeiro). "É uma tática - eles usam o nome de um mestre conhecido e se dizem seus seguidores. Nesse caso, fui descobrir depois que um texto assinado por esse falso mestre era, na verdade, plágio de um outro".

Ele aconselha a sentir a intuição - se ela avisa que há algo errado, é bom acender o sinal amarelo!

Pesquisar informações na internet é uma forma de evitar charlatões

5. A entrega sábia
Lama Samten é reconhecido nos meios budistas como um líder íntegro e compassivo. Gaúcho, foi professor de física na Universidade Federal do Rio Grande do Sul, e hoje mantém centros de meditação em vários pontos do país.

Foto:  h.koppdelaney
Sua visão dos caminhos espirituais é sábia - e desconcertante. "Um praticante deve olhar para uma via espiritual apenas como um percurso para chegar a um destino. Por isso, é preciso que ele tenha bem claro em sua mente o que está buscando", diz.

Em outras palavras, se é alívio financeiro, talvez seja melhor se empenhar mais no trabalho ou trocar de atividade profissional se não estiver satisfeito com seus rendimentos. Se o caso for uma desilusão amorosa, uma terapia pode ser mais indicada.

"Mas, se uma pessoa quiser ser mais feliz, ou ter paz de espírito, por exemplo, ela pode trilhar um caminho espiritual por um tempo e ver se ele atende a seus objetivos. Tudo depende das metas de cada um", aconselha ele.

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quarta-feira, 30 de março de 2011

José de Alencar


A vida é a realidade e o mistério.
A vida permanece.
A vida é o fio de fogo que permanece através de todas as manifestações da matéria.
Eu sei. Eu sou vida.
Eu vivi dez mil gerações.
Eu vivi milhões de anos.
Eu habitei muitos corpos.
Eu, o habitante desses muitos corpos, permaneço.
Eu sou vida.
Eu sou a chama inextinguível, sempre a brilhar e a assombrar a face do tempo, sempre a trabalhar minha vontade e a descarregar minha paixão sobre os agregados terrenos de matéria, chamados corpos, que transitóriamente habitei.
O espírito é realidade que permanece.
Eu sou espírito, e eu permaneço.

Jack London, "O Andarilho das Estrelas"

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domingo, 27 de março de 2011

Gayatri Mantra


Vídeo: Enigma1990ad

Postado em Anjo de Luz
O Gayatri mantra é, junto com o OM, o mantra mais conhecido e cantado na Índia.
Ele representa a essência do conhecimento védico e foi percebido e depois ensinado pelo sábio Vishwamitra.
Certo dia, o rei Viswamitra estava caçando nas florestas do Himalaia e chegou nas proximidades do eremitério do sábio Vasishtha. As tropas do rei estavam cansadas e famintas.
Vasishtha saldou o rei e pediu a Kamadhenu (a sua vaca), para que concedesse todos os desejos, e que provesse alimento  ao rei e suas tropas.
Vishwamitra ficou impressionado com a vaca mágica e pensou que essa vaca poderia dar conta de todas as necessidades dele, de suas tropas e de seu reino.
Viswamitra
Se aproximando de Vasishtha ele pediu a vaca como presente mas o sábio respondeu negativamente, dizendo que somente aqueles que eram realizados na verdade de Brahma poderiam ter a vaca.

Vishwamitra ficou muito ofendido e se enfureceu, ordenando que suas tropas tomassem a vaca a força.
Vasishtha então ordenou à vaca que produzisse milhares de guerreiros celestiais, que deram uma lição nas tropas de Vishwamitra, as espantando do eremitério. Percebendo o que ocorreu, Vishwamitra realizou que toda a sua opulência, armas e exércitos não valia de nada perto da realização yogue de um Brahmarishi (título concedido aos mais altos sábios realizados em Brahman, como Vasishtha). Vishwamitra resolveu ele próprio se tornar um Brahmarishi, abandonando seu reino e adentrando as florestas do Himalaia para praticar meditação profunda em Brahma.

Por muitos anos ele praticou exercícios espirituais e meditação, conseguindo grande poderes yogues.
Vendo o avanço de Vishwamitra, Indra, o deus celestial, se assustou e temeu que Vishwamitra pudesse o suceder no comando dos céus. Assim, enviou uma bela ninfa para distrair a meditação de Vishwamitra.
O rei se viu vítima da paixão e se enamorou da ninfa, que engravidou e deu a luz a uma linda menina. Quando se deu conta de que a luxúria havia consumido todos os anos de esforço e meditação, Vishwamitra renunciou sua esposa e filha e mais uma vez entrou em meditação profunda.

Desta feita, Vishwamitra conseguiu poderes ainda maiores e Indra, mais uma vez mandou uma ninfa, que tentou atrapalhar a meditação de Vishwamitra. Tendo sucesso em sua empreitada a ninfa se aproximou do rei, que por sua vez se lembrou da experiência passada e ficou cheio de raiva contra a ninfa por ela ter quebrado sua meditação profunda.Vishwamitra, então, transformou a ninfa numa pedra.
Foi só então que Vishwamitra percebeu que a raiva e ira haviam consumido todos os anos de sua intensa prática espiritual. Mas com perseverança inquebrantável, Vishwamitra subiu mais alto no Himalaia e entrou mais uma vez em meditação profunda.

Durante esse período, um outro rei se aproximou do sábio Vasishtha e pediu a ele para realizar um grande sacrifício do fogo para que o ajudasse a atingir o paraíso com seu corpo carnal e com sua consciência atual, o que Vasishtha recusou prontamente.
Ofendido e revoltado o rei, chamado Trishunku, se aproximou de Vishwamitra.
Brahma

Vishwamitra viu nesse encontro uma oportunidade de ser vingar de Vasishtha, mostrando seus poderes yogues.
Feito o sacrifício do fogo, Vishwamitra mandou o rei ao plano de Indra, com corpo e consciência terrena.
Sabendo ser impossível manter o rei no plano de Indra com o corpo e consciência terrena, Vishwamitra o trouxe de volta, mas enquanto descia das alturas celestiais o rei Trishnku chorou e orou para que Vishwamitra o salvasse.
Vishwamitra concedeu a salvação ao rei, criando um sistema estelar apenas para o rei. Ou seja, o seu poder era tão grande que ele criou um céu/paraíso apenas para o rei. Mas ao fazer isso, Vishwamitra percebeu que todo o esforço de sua meditação e exercícios espirituais intensos foram em vão.

Mais uma vez ele se viu decepcionado e vez o voto de não sair mais de sua meditação profunda.
Quando Vishwamitra se deu por satisfeito com sua prática, Brahma em pessoa apareceu ante ele e disse que estava muito satisfeito com a intensidade da prática de Vishwamitra, concedendo-lhe o título de Maharishi (Grande Sábio). Entretanto, Brahma lhe avisou que para se tornar um Brahmarishi ele deveria ser abençoado pelo Sábio Vasishtha. Ao dizer isso, Brahma desapareceu. Mesmo atingido o estado de Maharishi, Vishwamitra se frustrou ao pensar que depois de tudo ainda teria que recorrer ao sábio Vasishtha para ser abençoado.

Com ciúme da posição de Vasishtha ele pensou que se o matasse ele não precisaria das bênçãos para se tornar um brahmarishi. Espreitando a casa de Vasishtha ele pegou uma grande pedra para atirar na cabeça de Vasishtha.
Mas quando estava próximo ele escutou a esposa de Vasishtha, Arundhati, dizendo que já que Vishwamitra havia se tornado um grande homem, ele deveria abençoá-lo e assim elevá-lo ao estado de Brahmarishi. Vasishtha concordou e disse que assim que Vishwamitra o procurasse ele concederia sua benção.

Ao ouvir isso, Vishwamitra se sentiu profundamente envergonhado, lançou a pedra longe e correu para se curvar diante do grande sábio.
Assim, Vasishtha disse a Vishwamitra: "Você mostrou ao mundo que o espírito humano é invencível e não aceita derrota. Você conquistou a luxúria, os desejos, o apego e arrogância, um por um, através de suas intensas práticas espirituais e meditação. A última barreira era o ciúme. Agora você o conquistou também. Salve Brahmarishi Vishwamitra! "
Assim que Vasishtha tocou o ponto entre as sobrancelhas de Vishwamitra, seu chakra frontal se expandiu e ele viu os sete ritmos pelos quais o Cosmo foi criado.

Nesse exato momento, o Gayatri Mantra junto com os sete Vyahritis (lit. ritmos, mas são os sete planos de manifestação consciencial) foi revelado a ele.
Vishwamitra tem como tradução possível "amigo (mitra) do Universo (vishwa)".

Saraswati
Gayatri é um dos aspectos da deusa Saraswati, esposa de Brahma e que representa o seu poder criativo ou shakti. Saraswati é mitologicamente representada como a protetora e inspiradora das artes, música, literatura e ciência. No entanto, esotericamente ela representa o potencial de expressão da mente humana.

A palavra Gayatri é composta de duas palavras:
Gaya = Florescer, abundar, energizar (vitalizar), energia vital.
Trâyate = O que protege; o que concede a liberação.

Vamos estudar esse mantra, que junto com o OM é o mais importante das tradições hinduístas.

A estrutura do mantra é de 3 linhas com 8 sílabas em cada uma, fazendo um total de 24 sílabas.Cada sílaba estimula os impulsos de criação dentro do Ser. Assim, por mais que numa análise superficial o entendimento do mantra fique de certa forma bem claro, é importante dizer que a tradução pura e simples do mantra abrange apenas a superfície de sua real significância.

Que fique bem claro que o mantra não se trata apenas de uma oração ou um pedido solene.

Essa métrica de 3 linhas com 8 sílabas em cada uma, fazendo um total de 24 sílabas, é específica do Gayatri e por isso outros mantras que contém essa estrutura são chamados de gayatri também. Temos o gayatri do Ganesha, ou da Lakshmi, por exemplo.

O mantra aparece no Rig Veda da seguinte maneira:

TAT SAVITUR VARENYAM
BHARGO DEVASYA DHEEMAH
DHIYO YO NAHA PRACHODAYAT

Notem que não há a adição dos Vyahritis (Bhuh, Bhuvah, Swaha[svah]), pois a métrica do Gayatri deve respeitar as 24 sílabas no total.
Mais adiante falaremos sobre os Vyahritis.

Voltemos à métrica do Gayatri:
Como já foi dito, cada sílaba gera impulsos de criação em todo o Ser.
Vamos as 24 sílabas e seu significado esotérico:
  1. Tat: Sabedoria Profunda (Brahma Jñana)
  2. Sa: Bom uso da energia
  3. Vi: Bom uso da riqueza
  4. Tu: Coragem durante períodos ruins / acidentes
  5. Va: A grandiosidade do convívio amigável com as mulheres
  6. Re: A grandiosidade da esposa, que concede toda a fortuna à família
  7. Nyam: Adoração e respeito à Natureza
  8. Bhar: Controle Mental constante e firme
  9. Go: Cooperação e Paciência
  10. De: Todos os sentidos sob controle
  11. Va: Vida Pura
  12. Sya: Unidade do homem com Deus
  13. Dhee: Sucesso em todas as esferas
  14. Ma: Justiça Divina e Disciplina
  15. Hi: Conhecimento
  16. Dhi: Vida e morte
  17. Yo: Seguir o caminho da retidão
  18. Yo: Manutenção da Vida
  19. Nah: Cautela e Segurança
  20. Pra: Conhecimento das coisas que estão por vir e Doação para o bem
  21. Cho: Leitura das escrituras sagradas e Associação com os sábios
  22. Da: Auto Realização e Bem Aventurança
  23. Ya: Boa Progênie
  24. At: Disciplinas da vida e cooperação
Assim, volto a afirmar que o mantra não é uma simples oração ou ode a uma deidade específica, mas sim todo um conjunto de conhecimentos profundos e sutis.
Não é a toa que o gayatri mantra é considerado a essência dos vedas.
Mas para não ser muito analítico e para dar uma utilidade mais prática ao mantra, vou me ater a explicar o mantra em suas três linhas com oito sílabas cada. Mas nem por isso o estudo será
superficial, como poderão comprovar.

De maneira geral, o Gayatri Mantra é cantado ou pensado da seguinte maneira:

OM
BHUR BHUVAH SVAH
TAT SAVITUR VARENYAM
BHARGO DEVASYA DHEEMAH
DHIYO YO NAHA PRACHODAYAT

Vamos a uma tradução aproximada:

OM: De forma simplista podemos dizer que ele é o som primordial, a fonte de toda a criação. Um dos outros nomes pelo qual é conhecido é PRANAVA ou "substrato da vida, princípio vital".
O OM é a base de onde toda a criação tem existência. Ele é o substrato de todo o Conhecimento, é o "pano de fundo" onde o potencial criativo se manifesta.
Não podemos aprofundar o assunto aqui, mas o OM é produto da Shakti, ou Poder Criativo da Consciência [Brahman].
Somente a explicação desse mantra daria um livro, mas para o nosso estudo a definição acima basta.

BHUR BHUVAH SVAH: São 3 das 7 Vyahritis (lit. "palavras, dizeres")
percebidas pelo sábio Vishwamitra. Representam 3 dos 7 planos de
manifestação da Consciência.

As vyahritis mais o OM são usadas como uma introdução ao mantra.

BHUR: É tradicionalmente associada ao plano físico. Esotericamente é a "espiritosfera" (neologia usada para descrever a amplitude da "atmosfera espiritual" pertinente ao planeta, corpo celeste ou parte/ambiente sideral) do planeta Terra.

BHUVAH: É literalmente "atmosfera". Esotericamente é a espiritosfera imediatamente superior à nossa. Segundo a tradição seria o espaço entre o Sol e a Terra e entre a Terra e os outros planetas. Para o pensamento hindu, todos os planetas são habitados e ao mesmo tempo são consciências distintas, sendo Júpiter o mais avançado (espiritualmente) de todos (em nosso sistema solar).
Lê-se "buvarrá". Em alguns casos, onde o `h' final não é pronunciado, é "buvá".

SVAH: É o Paraíso, o plano mais alto em nosso sistema. Esotericamente é associado ao Sol, que segundo os sábios é o "limite da onisciência" (Ishwara) de nosso sistema. É ele o portador de todos os referenciais de conhecimento que possuímos. Para um aprofundamento recomendo ler com atenção o Yoga Sutras de Patanjali. Infelizmente não poderemos aprofundar esse tema aqui, pois ele é extenso e tem correlação com a manifestação consciencial desde Brahman até o mundo físico.Lê-se "suvarrá". Em alguns casos pode ser lido como "isvárra".

As vyahrits são interpretadas de várias maneiras, dependendo do ponto de vista filosófico.

Elas também podem ser interpretadas da seguinte maneira:
Bhur: Rig Veda
Bhuva: Sama Veda
Svah: Yajur Veda

Ou ainda como sendo relacionados aos cinco pranas que fluem no corpo humano:
Bhur: Prana (região peitoral)
Bhuva: Apana (região sacra)
Svah: Vyana (permeando o corpo todo)

Essa abordagem é bem fundamentada nas disciplinas Tântricas do Hatha-Yoga e do Kriya Yoga.
É outra abordagem que requer uma explicação mais detalhada, mas infelizmente não é possível nesse momento, visto que todo o conhecimento de bioenergia fundamentada no Kundalini Yoga, Laya Yoga, enfim, no Tantra teria que ser explicado.

As outras 4 Vyahrits são: Mahaha, Janah, Tapah, Satyam.

TAT: É literalmente àquele, àquela (aqui refere-se à Savitri). Lê-se "Tat" (com "t" mudo).

SAVITUR: De Savitri, o esplendor do Sol, o brilho solar, os raios solares, a força solar. Em muitos casos Savitri é associado ao deus do Sol (Surya). Ela seria a shakti (poder) de Surya.
De forma esotérica representa o Criador, Sustentador, o todo penetrante.

VARENYAM: Desejável, excelente, o melhor entre

BHARGO: Efulgência, esplendor, luminosidade (que destrói os pecados), brilho, glória.

DEVASYA: Divino, relativo à divindade. Lê-se "devássia".

DHEEMAH: Meditar sobre; relativo à meditação. Lê-se "dimarri".

DHIYO: Pensamentos elevados ou nobres, intuição profunda, iluminar (revelar a Realidade Última). Lê-se com o i duplo, "diio".

YO: O que, o qual.

NAH: Nosso, de nós, unir, junto, nó. Lê-se "narrá", com o "á" curto, como em água.

PRACHODAYAT: De prach (pedir, demandar) + codate[chodayate] (animar, inspirar, colocar em movimento), portanto a tradução seria algo como possa inspirar, possa animar. Lê-se "prachodaiáte" .

Uma tradução aproximada do mantra seria "Eu Saúdo aquele Ser, possuidor da efulgência divina e que é a causa e sustentação de todos os planos da existência.Que minha mente esteja sempre fixa e absorvida Nele e que Ele possa iluminar, purificar e inspirar meu intelecto."

O Mantra está todo relacionado ao aspecto iluminador e todo abrangente de Brahman.Em verdade, o mantra nos mostra a natureza essencial de toda a existência.

Gayatri é uma das formas da Shakti de Brahma, de Vishnu e Shiva.Ela representa a base, o substrato de toda a existência. Ela é a "expansão" do OM ou a energia que o movimenta.

Num estudo mais aprofundado o mantra se revela como sendo a representação do Sol Espiritual ou a Luz da Consciência.Sem essa Luz, o próprio Brahma (criador na trindade hindu) perderia seu sentido de ser. Sem essa Luz não haveria o que ser sustentado ou preservado.
Ela seria a ponte ou a ligação inquebrantável de Brahman com tudo. Seria a Presença invisível e subjacente a tudo.

O Mantra foi ensinado ao avatar Rama por Vishwamitra durante a batalha contra o demônio Ravana, onde todas as possibilidades de vitória de Rama diminuíram consideravelmente.Com o uso do mantra Rama teve o controle de todas as armas divinas e assim conseguiu derrotar o demônio.

Assim, o mantra tem sua aplicação no sentido de manifestação, de realizar o potencial de "vir a ser".É energia pura.

Segundo os Vedas, "O Gayatri protege quem o recita".
Ele deve ser cantado todos os dias, de preferência de Manhã, de Tarde e de Noite.

Ele pode ser dividido em três partes para maior entendimento.
A primeira parte é de louvor, a segunda de meditação e a terceira de prece.Primeiro saudamos a Realidade Suprema, depois fixamos a mente e coração Nela e por último apelamos para a purificação e iluminação.

O mantra é também atribuído às deusas Gayatri, Savitri e Saraswati, onde Saraswati representa a perfeita expressão, a harmonia e unidade;
Gayatri governa os sentidos e Savitri governa as energias vitais.

Há muito mais para se falar sobre esse mantra. Daria um livro se fossemos comentar todos os ensinamentos contidos nele. Afinal, ele é a essência dos Vedas.

Muita Paz e Muita Luz a todos, Enki (Luiz Fernando Mingrone)

Extraído de: Yogashala

Luz é Amor
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Mara

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